Arquivo do autor:Maria do Carmo Tombesi Guedes Marini

Criatividade, empatia e coragem são as habilidades do futuro – Parte III

photo-by-sammie-vasquez-on-unsplash

Por Maria do Carmo Tombesi Guedes Marini*

Fechando o ciclo das habilidades essenciais do futuro, que tal falarmos de coragem? Afinal, o que é coragem e por que é uma habilidade importante?

Coragem é a capacidade de agir apesar do medo, do temor da intimidação e da dificuldade em reconhecer o erro. É necessária para pessoas que precisam ir em frente, para aquelas que precisam tomar decisões – e quem não precisa, mas especialmente para aquelas que devem conduzir pessoas na busca de um objetivo comum.

Coragem é o início de tudo, pois é a base o que faz e fará a diferença nos anos que virão. Se você pensar na inovação, que envolve a criação de idéias inovadoras, precisa lembrar que essas ideias normalmente desafiam a tradição. Para desafiar a tradição, é necessário coragem.

A liderança exige tomadas de decisão muitas vezes duras, que contrariam outras pessoas. A liderança exige coragem. Reconhecer o erro, corrigir, recomeçar, tudo isso exige coragem e, se você não for capaz de fazer essas três coisas, possivelmente não terá flexibilidade.

E a boa notícia é que, apesar de ser contrário à crença popular, a coragem é uma habilidade que pode ser aprendida, resgatada, exercitada, reforçada. Todos têm a capacidade de ser corajosos, a diferença está apenas na forma com que a manifestam.

Você pode ser aquele corajoso que tem iniciativa, sem medo de fazer tentativas, mesmo que muitas sejam frustrantes. Você é o tal pioneiro corajoso!

Ou você pode ser aquele que deposita confiança nos outros, sem a necessidade de controlar todas as situações, sem sentir-se incerto quando a iniciativa não é sua. Ah, você é o corajoso confiante e seguro.

E você pode ser aquele que é capaz de se levantar no meio de uma multidão ou de um grupo e dizer não àquelas ideias nas quais não acredita, àquelas ações que podem prejudicar um grupo ou mesmo uma única pessoa. Então você é o corajoso herói, defensor de causas nas quais acredita.

Enfim, coragem tem diversas faces, basta você ser capaz de reconhecê-las. Se você for capaz de saber o que o está limitando, será mais fácil encontrar a coragem para enfrentar.

O medo é um dos melhores convites à coragem, basta aceitar o medo que o paralisa e resolver superá-lo. Pequenos medos podem ser enfrentados para exercitar sua coragem e, quando você menos espera estará enfrentando monstros. Analise seus medos e ache aqueles pontos mais fracos de cada situação e vá enfrentá-las.

Comece sendo sincero com você mesmo a respeito de seus medos, não invente desculpas para escondê-los, nem para você nem para os outros. Se você conseguir pensar no que pode ganhar sendo corajoso em vez do que pode perder continuando com medo, certamente terá mais motivação para enfrentar.

Lembre-se que ser corajoso não é fazer tudo sem pensar. Ser corajoso implica em avaliar as reais consequências das decisões, ponderá-las de acordo com as próprias prioridades e com aquilo que estamos dispostos a perder para ganhar. Muito importante, também é avaliar os efeitos dessas decisões sobre as pessoas que nos rodeiam.

Todos ganham com pessoas corajosas por perto. Com menos medo e mais coragem, os profissionais são capazes de assumir projetos mais complexos, lidam melhor com a mudança e falam com mais segurança sobre questões importantes ou conflituosas. Profissionais corajosos tentam mais, confiam mais e compartilham mais ideias e experiências. Coragem, cada vez mais, é uma habilidade fundamental para enfrentar o futuro.

Maria do Carmo Tombesi Guedes Marini
*Consultora de Desenvolvimento de Pessoas e Coach
carmo@executivasechiques.com

Criatividade, empatia e coragem são as habilidades do futuro – Parte II

photo-by-aaron-blanco-tejedor-on-unsplash

Por Maria do Carmo Tombesi Guedes Marini*

Num mundo em que teremos que viver não apenas com nossos semelhantes humanos, mas com robôs e trans-humanos, empatia passa a ser uma habilidade obrigatória para quem sabe que colaboração será fundamental para encontrarmos saídas para a humanidade.

E, afinal, o que é empatia? Empatia é uma capacidade psicológica de colocar-se no lugar do outro, compreender sentimentos e emoções que possam estar sendo vivenciados por outra pessoa. Significa ser capaz de realmente ouvir o que o outro tem a dizer com total atenção, interpretando não apenas a fala mas os gestos não verbais que a pessoa lhe traz. Significa também demonstrar, confirmar que está compreendendo os sentimentos e aflições do outro.

A empatia é o que leva as pessoas a colaborar umas com as outras, a construir juntas. Auxilia na compreensão de comportamentos, ideias, sonhos, a maneira que o outro toma as decisões e o que é negociável ou não.

Ser empático é se identificar com outra pessoa, ser capaz de imaginar o que ela está pensando ou sentindo a respeito de um assunto ou circunstância. É algo extremamente poderoso para líderes ou para pessoas que trabalham em colaboração com outras. Quanto mais empáticos forem os componentes de um grupo, mais fácil e melhor sucedido ele será.

E se você não desenvolveu ainda essa capacidade? Bem, existem maneiras de se tornar mais empático. A primeira coisa a fazer é se tornar mais flexível e aberto a pessoas e coisas que têm características diferentes das suas. Busque diferenças e treine conviver com elas e perceber no que elas se diferenciam de você. Veja com curiosidade e tolerância, sem reprovar.

Tente ser agradável, mesmo em circunstâncias que não sejam muito a sua cara, pense no quanto o momento pode estar sendo apreciado pelo outro. Obviamente você não precisa obrigar-se a gostar de música funk só para agradar seu amigo, mas tente relaxar e ficar ao lado dele mesmo assim. Se ele souber que você não gosta e mesmo assim está ali com ele, provavelmente vai sentir-se feliz em ir com você ao balé.

Deixe de lado conceitos e palavras que fazem sentido somente para você e especialmente suas verdades absolutas, mesmo porque elas não são reais. Esforce-se para transmitir a essência por trás das palavras, mesmo que tenha que adaptar sua linguagem para a compreensão do outro. Confirme se ele entendeu e se não, repita de outra maneira a mesma ideia.

Lembre-se que a chave para um processo empático acontecer é a confiança que você tem em si mesmo e no outro. Sem confiar, sabendo que você possui suas forças e fraquezas e o outro também não tem como estabelecer uma relação verdadeira.

Como você pode concluir dessa conversa toda, o primeiro passo para estabelecer boas relações e construir alianças sólidas capazes de garantir um futuro mais produtivo é o respeito aos outros seres humanos. Sem ele viveremos em guerra permanente e em direção ao fim da nossa civilização.

Maria do Carmo Tombesi Guedes Marini
*Consultora de Desenvolvimento de Pessoas e Coach
carmo@executivasechiques.com

Criatividade, empatia e coragem são as habilidades do futuro – Parte I

photo-by-victoria-heath-cc0

Por Maria do Carmo Tombesi Guedes Marini*

Essa é uma das muitas previsões apresentadas no Summit 2017 da Singularity University, comunidade global que usa tecnologias exponenciais para enfrentar os maiores desafios do mundo, segundo suas próprias palavras. O negócio deles é o futuro! Você está preparado?

Que tal falarmos de criatividade para começar? Segundo o dicionário, criatividade é “inventividade, inteligência e talento, natos ou adquiridos, para criar, inventar, inovar, quer no campo artístico, quer no científico, esportivo etc.” Veja que destaquei o natos ou adquiridos. Quero chamar à atenção a possibilidade de se adquirir a criatividade. Portanto, não é possível mais ouvir que alguém nunca será criativo.

Você pode desenvolver sua criatividade com alguns estímulos bastante fáceis de buscar. O primeiro passo é permitir-se aprender. Quando eu digo permitir-se aprender, quero dizer que você precisa saber que pode errar e não deixar-se desanimar pelo erro. Errar é uma parcela essencial de qualquer aprendizado e se você não der licença a si mesmo para errar, dificilmente aprenderá algo novo.

Para continuar a busca de sua criatividade escondida, não exija demais de si mesmo. Não é necessário ser um sucesso na primeira tentativa, conforme-se em ser mais ou menos até que tenha suas habilidades plenamente desenvolvidas.

Amplie seus conhecimentos. Se tiver mais e mais referências, poderá criar um repertório mais amplo para ter certezas sobre suas propostas. Ah, importante também é testar sua ideia. Enquanto ela estiver dentro da sua cabeça, dificilmente você poderá ter segurança sobre suas possibilidades de aplicação. Não tenha medo de testes, se um ou outro fracassar, você faz os acertos necessários e tenta de novo.

Não tenha medo de pedir ajuda. Muitas vezes o detalhe que falta para sua nova ideia ser um sucesso pode vir de alguém até inesperado. Se puder, tente conhecer histórias de gente reconhecidamente criativa e de como eles conseguiram esse reconhecimento. Alguns caminhos seguidos por outros podem ser inspiradores.

Não desanime com algumas tentativas frustradas, tenha foco e siga em frente. Se desistir quando enfrentar algum bloqueio, você poderá não saber que chegou a um passo de atingir seu objetivo.

Nessa hora de bloqueio, muitas vezes o que você precisa é de distração ou descanso. Dê um passeio na vizinhança, vá tomar um café com uma amigo, tire um cochilo se estiver muito cansado. Novos ares ou momentos de relaxamento ajudarão sua mente a ficar calma e poderão ser iluminadores.

Enfim, acredite em si mesmo, na sua capacidade de aprender e desenvolver novas habilidades. Se achar que não consegue e tiver tempo e paciência, faça um dos inúmeros cursos que ajudam a desenvolver a criatividade. Eles são oferecidos por muitas instituições respeitáveis em todo o país.

Mais do que tudo, acredite, você tem jeito!

Maria do Carmo Tombesi Guedes Marini
*Consultora de Desenvolvimento de Pessoas e Coach
carmo@executivasechiques.com

Quem sabe uma nova profissão?

photo-by-rawpixel-cc0

Por Maria do Carmo Tombesi Guedes Marini* 

Em tempos de crise, alternativas de trabalho não tradicionais fazem muito sentido. Mesmo não sendo esse o caso, muitas pessoas, especialmente mulheres, infelizmente, passam por momentos nos quais uma carreira tradicional tem que ser interrompida, seja em função de filhos, ou de doenças na família ou mesmo de estar apenas desempregada. Vejam quantas pessoas estão trabalhando com Uber, por exemplo.

Tenho um contato no Facebook, Ricardo Cavallini que é, entre outras coisas, um pensador estratégico, conforme seu perfil no LinkedIn. Ele é um inovador, claro, e seu trabalho é pensar no futuro, e isso inclui pensar em alternativas de trabalho. Outro dia, ele fez um post muito rápido que chamou muito minha atenção. Bem, nesse post, ele citou uma alternativa de profissão para o futuro que faz todo o sentido para mim: personal seller.

Um personal seller é “alguém que pega as coisas que estão encalhadas na sua casa e vende para você”. Você paga uma comissão sobre o resultado e livra-se daquilo que não tem mais utilidade na sua vida. Abre espaço para coisas novas, ganha uns trocados e todos ficam felizes!

Já pensou aquela roupa maravilhosa que não serve mais, mas você tem dó de jogar fora? Pode ser que alguém esteja precisando exatamente dela. Ou os sapatos que você comprou por impulso mas machucam seus pés? Ou, quem sabe, aquele aparelho de som antiguinho, mas bacana, um clássico? Ou você quer comprar um novo computador, mas o seu ainda está legal…

Claro que você pode fazer isso sozinho, anunciando, participando de grupos de desapego, mas dá um trabalho! Eu não tenho paciência, confesso. Para mim, um personal seller seria perfeito.

Um levantamento do Sebrae realizado ano passado mostrou que o número de pequenos negócios – com faturamento anual de até R$ 3,6 milhões – no negócio de brechós cresceu 210% em cinco anos, passando de 3.691, em 2007, para 11.469, em 2012. Não sei os números atuais, mas considerando a crise pela qual o Brasil vem passando acredito que esses números permanecem ou até cresceram.

Por falar em Sebrae, eles colocam à disposição gratuitamente algumas cartilhas relativas às melhores práticas para ter sucesso com brechós que talvez sejam úteis para um futuro personal seller, pois devem trazer informações importantes sobre o funcionamento desse tipo de negócio. Entre no site e dê uma olhada, é bem interessante.

De qualquer maneira, imagino que, se você decidir ir atrás desse tipo de comércio, seria necessário primeiro uma ampla pesquisa sobre as lojas de usados da cidade e arredores. Descobri vários brechós no Facebook, o que seria um bom começo. Para São Paulo, por exemplo, seria interessante conhecer não apenas as da própria cidade, mas daquelas ao redor, da região metropolitana. Talvez até do interior.

Depois desse levantamento seria necessário estabelecer acordos de fornecimento com essas lojas. Obviamente teria ainda que fazer um estudo financeiro para saber as taxas que iria cobrar, talvez um pequeno plano de negócios. Você poderia agregar outros serviços como o de organização pessoal, da casa ou do escritório.

A partir dessa estrutura básica, você poderia lançar seu serviço, fazer divulgação, enfim, dar início ao seu negócio. Claro que estou apenas dando uma ideia, certamente será necessário muito trabalho para transformar esses comentários em um negócio rentável. Entretanto, considerando o número de pessoas que eu conheço que não sabem o que fazer com coisas que não querem mais, pode dar certo.

Até achei um dito personal seller no Facebook. O nome é Elefante Branco, e ele mostram sua Missão como “Acreditamos na economia colaborativa, em uma rede de consumo sustentável. Aquela sua roupa no fundo do armário pode ser exatamente o que alguém está procurando. Queremos ajudar quem quer praticar o desapego, circular energia e também, ganhar um dinheirinho.”

Que tal iniciar o seu? Se for experimentar, me avise, serei uma das primeiras clientes.

Maria do Carmo Tombesi Guedes Marini
*Consultora de Desenvolvimento de Pessoas e Coach
carmo@executivasechiques.com

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...