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Mediação através de Conversas Eficazes

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Por Paulo Henrique Ferro*

O ritmo acelerado das transformações tecnológicas, aliado ao grau de qualificação e sofisticação exigido pelos modelos digitais, tem despertado uma preocupação nas relações profissionais e pessoais, pelo fato de a tecnologia estar eliminando ou invadindo algumas áreas de atuação, que até então eram dominadas exclusivamente pelos seres humanos.

Um dos principais fatores que tem despertado essa atenção são os conflitos gerados pela pressão e a crescente competitividade do ambiente de negócios, ocasionando dificuldade e tensão nas relações tanto no âmbito profissional, como no pessoal.

Sabemos que os conflitos fazem parte de nossa realidade e por várias razões , dentre elas podemos destacar; expectativas mal calibradas, interpretações não realistas, mudanças contínuas, comunicação deficiente, políticas e princípios de gestão, diferenças culturais, divergências de opinião entre outras.

Diante desse cenário, a Mediação por meio de “Conversas Empáticas” e “Metodologias Estruturadas”, vem trazendo avanços importantes para as organizações no tratamento de dinâmicas “tóxicas” ou até mesmo de relações conflitivas.

A Mediação é uma abordagem que visa lidar com situações de conflitos ou mesmo de impasse ou “travamento” das relações, e objetiva facilitar a conexão entre as pessoas estimulando-as a encontrar caminhos que as levem a situação do “ganha-ganha”.

Geralmente, este trabalho conta com a ajuda de uma terceira pessoa, externa a questão, imparcial, formada e preparada e com experiência em Mediação.

Está cada vez mais claro que os processos que envolvem as relações carecem de uma estruturação. Sem esta estruturação as relações podem se tornar improdutivas, trazendo consequências imprevisíveis em função das características complexas do ser humano. Isso dissemina muitos mal entendidos e desacertos, que causam discussões inócuas, desentendimentos e polarizações.

A Estruturação de conversas eficazes devem sempre apontar para um objetivo, a Mediação trabalha em dois pilares fundamentais para se alcançar estes objetivos:

  • Empatia
  • Autenticidade

A Empatia é o canal da conexão, genuína, corajosa e sincera. Ela tem um papel central nas relações à medida que promove a equalização de uma série de sentimentos que habitam nos envolvidos. Porém polaridades presentes no pensar do litigantes, quando intensificadas, podem disparar emoções e reações fortes a ponto de desconstruir o diálogo produtivo. Há que se perceber este momento, pois certas pessoas em determinado momento traz uma carga emocional elevada para o espaço de discussão, ela não está preparada para escutar. O aconselhável em tal situação é deixá-la falar. Isso pavimenta o caminho para que em um segundo momento a conexão com empatia se estabeleça.

Entretanto, há uma armadilha nesse processo. A escuta. “Escutar para responder”, é um viés muito comum, diferente da escuta empática, que traz um outro conceito: “escutar para compreender”. A escuta genuína, interessada pode ser percebida no ar, através de sinais, gestos ou mesmo por meio de sons monossilábicos de compreensão, que indicam uma escuta interessada. Na escuta empática centramos nossa atenção na necessidade do outro, e interagimos a partir dele e não a partir de nós.
De uma maneira geral existem dois tipos de pessoas quando falamos em interações. As que têm mais impulso para falar e se sentem autênticas sendo assim, e aquelas que têm menos propensão para falar, achando que irão promover ou alimentar conflitos fazendo intervenções.

É importante frisar que o ser humano possui as duas naturezas, porém uma predomina. Na verdade, esses dois tipos são extremos. São polaridades que algumas vezes têm ligação com a personalidade da pessoa.

Lá na essência da autenticidade está o aprendizado de se expressar a partir e a favor de suas necessidades (o que pode parecer egoísmo mas não é). De se expressar de forma clara, tranquila e genuína. Vários trabalhos na área da psicologia indica que os sentimentos são sempre expressões conectadas com as nossas necessidades. Nossas necessidades atendidas ou não, são a raiz dos nossos sentimentos. Os fatores externos, normalmente considerados os causadores dos nossos sentimentos, são apenas estímulos. Isso muda sobremaneira a direção do nosso olhar quando trabalhamos conflitos. Olhar para nossos sentimentos é olhar para o interior. É olhar para o que está faltando, o que completa, o que necessita e não olhar para alguém ou para algo que está fora de mim.

As conversações e interações entre pessoas são complexas. Não só pelo fato de integrar pessoas que por si têm um alto nível de complexidade, mas também por envolver um composto de variáveis sensíveis e delicadas; comunicação, comportamento, personalidade e vários aspectos da natureza humana, que quando aliados ao ambiente externo, tornam as dificuldades ainda maiores.

Marshall Rosenberg, o integrador dos conceitos e pensamentos da Comunicação não violenta diz: “Estou convicto de que todas as análises de outros seres humanos são expressões trágicas de nossos valores e de nossas necessidades”. O trágico fica por conta dos rótulos e da falta de compreensão.

Temos sido moldados por um pensamento o qual o ser humano é eminentemente competitivo e egoísta, o que não é uma verdade absoluta, O viés colaborativo e compassivo é uma característica que está permeada por todas as culturas. O que ocorre é que a estas características não se dá muito valor e visibilidade (por motivos que não cabe aqui discutir).

Não expressar as nossas necessidades nos leva a ficar dependentes da opinião dos outros para fazer escolhas. É fundamental ser você. A verdadeira libertação emocional acontece quando são estabelecidos limites e o reconhecimento das necessidades do outro. Simplificando; abandonar a linguagem da culpa e adotar a linguagem da necessidade.

Quando mediamos, em geral o conflito já está instalado e outras dimensões emergem e entram em jogo. Há situações conflitivas que requerem um mediador com formação e larga experiência, dada a complexidade (chamados conflitos quentes). E outras, que requerem apenas a habilidade de desenvolver uma “conversa de ajuda” (chamados conflitos frios). Para um CEO ou alto dirigente de empresa ter presente o valor da abordagem da mediação poderá ser de grande valia principalmente para, de maneira preventiva, conduzir temas por caminhos que se desviam do conflito ou da relação tóxica.

Nos próximos artigos falarei sobre os obstáculos para a empatia, o processo eficaz da comunicação e os passos que compõem a Metodologia de Mediação Organizacional.

Fecho este texto com as palavras de Marshall Rosenberg;
“Por trás de todo comportamento existe uma necessidade”.

Paulo Henrique Ferro
*Mentor, Coach, Mediador Organizacional e Consultor em DO no CEOlab.
paulo.ferro@ceolab.net

Feminismo no Brasil de hoje… ou como se destrói uma luta

Mary W.

Por Maria do Carmo Tombesi Guedes Marini*

Fui educada para fazer escolhas de qualquer natureza sem depender do meu gênero. Quando decidi estudar engenharia, ouvi alguns palpites sobre ser uma profissão “masculina”. Entrei na escola e encontrei outras bravas mulheres, inteligentes, engajadas, fortes, lindas, femininas, o que me trouxe mais certeza de que minha escolha não era errada. Fiz parte de uma turma de estudantes excepcional, onde rapazes e moças se respeitaram durante os cinco anos de curso e se respeitam até hoje, mais de 40 anos depois.

Trabalhei durante muitos anos, como engenheira e como executiva em grandes empresas. Fui comandada e comandei pessoas de todos os gêneros e diferentes crenças e valores. Enfrentei muitos obstáculos, preconceitos, atitudes abusivas, diferenças salariais gritantes, e até outras mulheres me discriminando descaradamente. Claro que encontrei também gente solidária, comprometida com justiça e igualdade, e isso foi fundamental para me dar a coragem de prosseguir sempre.

Sempre me coloquei a favor das mulheres, desde que elas mostrassem suas capacidades, não apenas por serem mulheres. Acredito firmemente em direitos iguais, meritocracia, colaboração e tenho convicção de que essa crença é que faz de mim uma Feminista, com F maiúsculo.

Não tenho a pretensão de querer afirmar que homens e mulheres sejam iguais física e psicologicamente mas, qualquer mulher que passou algum tempo na vida corporativa sabe que somos mais cobradas, menos remuneradas e menos respeitadas em inúmeras ocasiões. E isso era ainda pior nos anos 70, quando iniciei minha carreira, como minhas colegas certamente irão concordar.

Lamentavelmente no Brasil, hoje, ser feminista se tornou uma maldição. Não em razão do comportamento das verdadeiras feministas, mas de um grupo de mulheres que, em nome de seus direitos, resolveram que a única maneira de lutar por eles é fazendo manifestações escandalosas, escatológicas, agressivas.

Mas feminismo não é isso! De acordo com a Wikipedia, Feminismo “é um conjunto de movimentos políticos, sociais, de ideologias e filosofias que têm como objetivo comum direitos equânimes (iguais) e uma vivência humana por meio do empoderamento feminino e da libertação de padrões patriarcais, baseados em normas de gênero. Envolve diversos movimentos, teorias e filosofias que advogam pela igualdade entre homens e mulheres, além de promover os direitos das mulheres e seus interesses.”

Em nenhum lugar está escrito que feminismo é contra os homens ou os homossexuais, ou deve combater a estrutura familiar, ou outras bobagens da mesma procedência.

Estrutura familiar não é o mesmo que patriarcado. Patriarcado implica em um “pater” poder, um chefe que comanda todos. Família, por outro lado, é um grupo de pessoas com grau de parentesco ou não, que vivem juntos ou não, na mesma casa ou em casa diferentes, mas têm entre si laços de afetividade, memórias compartilhadas, e com direitos iguais.

Defender igualdade de direitos não é defecar publicamente na rua, nem tirar a roupa para mostrar quem é dono do seu corpo. Para isso não precisa expô-lo de forma agressiva, escatológica. Defender um ponto de vista político não exige que você mostre a intimidade de sua menstruação para todos.

Portanto, senhoras “feministas” de hoje, melhor seria se estivessem trabalhando e mostrando que são tão capazes quanto qualquer homem para produzir, criar, comandar e assumir seu lugar na sociedade e na história.

Eu sou feminista, vocês não são!

Quero afirmar meu feminismo aqui e onde puder, em apoio àquelas mulheres que lutam por igualdade e liberdade e àqueles homens que as apoiam.

Maria do Carmo Tombesi Guedes Marini
*Consultora de Desenvolvimento de Pessoas e Coach
carmo@executivasechiques.com

2018: presentão para chineses 60+

Marcas na mira da Economia Prateada, da China

Por Beia Carvalho

2018 começa com um presentão para os acima de 60. Pelo menos, para os chineses.

Daqui a 2 anos, a China terá 255 milhões acima de 60 anos, um mercado intocado valendo potencialmente bilhões de dólares. Serão quase 20% de toda a população chinesa.

Mas essa virgindade acaba de ser perdida com o lançamento do aplicativo Taobao, para a população acima dos 60. Taobao é um hipermercado online como um Mercado Livre ou Ebay, fundado pela gigante do mercado eletrônico chinês Alibaba.


Taobao: hipermercado como Mercado Livre ou Ebay, parte da rede Alibaba

Traduzi livremente o artigo da Business Insider “Esqueça os Milênios — Alibaba está investindo em um surpreendente mercado na China, tão forte quanto seus 222 milhões de consumidores” e o post da Trendwatching “Innovation of the Day, Alibaba.”

Quem me segue, sabe de minha curiosidade e paixão pela tendência da Longevidade, tão forte na China e Japão, que já estão no mainstream do mercado. A economia prateada está provando a linha de leite para consumidores chineses acima de 50 lançada pela Nestlé. E os iPads modificados pela IBM e Apple, com textos maiores e interfaces mais simples para o mercado japonês, onde a população prateada corresponde a estonteantes 1/4 da população!

IBM e Apple com textos maiores e interfaces mais simples para idosos do mercado japonês

No mês passado, a Alibaba lançou uma versão super-simples-de-usar de seu aplicativo Taobao tendo em mente a população mais idosa. E apesar do interface ser muito mais simples, os mais velhos podem acessar as mesmas utilidades – como as sugestões de compras personalizadas e conteúdos transmitidos em tempo real – idênticos àqueles do aplicativo original. Taobao também adicionou uma função que permite que o target mais velho entrar em contato com suas famílias ao toque de botão. Mais de 30 milhões de usuários do Taobao tem mais de 50 anos.

Geralmente, o que mais vemos são empresas respondendo às necessidades das gerações Y (entre 21-38 anos) e Z (9-20 anos). Os estereótipos ditam que os consumidores mais jovens são ‘nativos digitais’, radicalmente diferentes de seus pares mais velhos, os ‘imigrantes digitais’.

Será mesmo verdade? Veja que interessante este sinal dos novos tempos: o número de anfitriões idosos que recebem hóspedes pelo Airbnb, na Ásia, está crescendo mais rápido que qualquer outro grupo etário. Talvez o desejo por conexões significativas possa ser estendido para além dos 18-24?

Note também, que o Taobao não usou a ‘simplificação’ como uma desculpa para economizar nas suas ofertas essenciais. Os consumidores mais velhos estão cada vez mais exibindo os mesmos comportamentos (digital ou não) e tem as mesmas expectativas. Satisfaça-os, mas não os trate de forma diferente!

Para incrementar e manter seu aplicativo atraente para seu target, Alibaba postou uma vaga para pessoas acima de 60 e recebeu 1.000 currículos, em 24 horas. O interessado mais velho tem 83 anos!

A supercentenária japonesa Nabi Tajima é a pessoa mais velha do mundo com 117 anos e 192 dias, em fevereiro/2018

E para fechar, estou eu aqui de volta. Marcas que infantilizam os mais velhos, que tratam estas gerações como “deficientes” ou “pouco inteligentes”, estão fadadas a serem rechaçadas diante das marcas que realmente compreendem suas dificuldades e as superam com o uso cirúrgico da tecnologia – ao mesmo tempo, que os tratam como o que realmente são: consumidores.

Muito podemos aprender com as tentativas e os erros das empresas que estão explorando a economia prateada, na Ásia. Elas não tinham em quem se espelhar. Nós não teremos esta desculpa.

Os centenários fazem parte do grupo etário que mais cresce no mundo. Durma com essa!

NOTAS
Artigo da Business Insider, clique aqui:
Esqueça os Milênios — Alibaba está investindo em um surpreendente mercado na China, tão forte quanto seus 222 milhões de consumidores
Taobao fundado em 2003. Versão para idosos em janeiro 2018.
Alibaba fundado em 1999.
Airbnb permite aos indivíduos alugar o todo ou parte de sua própria casa, como uma forma de acomodação extra.
A supercentenária japonesa Nabi Tajima é a pessoa mais velha do Japão e a pessoa mais velha do mundo. As 3 pessoas mais velhas do mundo são mulheres, na data de hoje, 13 fevereiro de 2018. Os supercentenários tem acima de 105 anos.

Beia Carvalho
*Palestrante futurista

beia@5now.com.br

Inspiracional e Motivacional

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Por Beia Carvalho*

Não é melhor nem pior. São duas coisas diferentes. Ou como reza o jargão publicitário: “Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.”

A ideia de escrever sobre o inspiracional versus o motivacional veio da amiga Norma, quando eu lhe explicava numa conversa que minhas palestras cobriam um vasto público porque eram inspiracionais, e não motivacionais.

Motivação vem do latim movere, mover. Segundo a Wikipedia, é o impulso interno que leva à ação. Por isso, as palestras motivacionais levam as pessoas a agirem em relação a um objetivo desejado. Por exemplo, dicas de “Como gerenciar o tempo” e de “Como liderar uma equipe”. Por motivarem uma ação, elas têm temas específicos para públicos específicos.

Do latim inspirare, a inspiração significa “receber um sopro”. É aquela inconsciente explosão de criatividade na literatura, música ou em outra manifestação artística.

A discussão também anima o QUORA, a rede social do conhecimento, na qual os temas de interesse vão sendo atualizados a partir das informações das mais diversas pessoas de todo o mundo. Vamos ver algumas dessas opiniões:

“Motivação pode vir de qualquer coisa. Inspiração vem de alguém.”
Thushar S.M.

“Inspiração leva à motivação e não vice-versa.”
Atmin Parekh

“Motivação é o combustível. Inspiração é o mapa.
Se algum deles falha, a jornada será difícil e inútil.
Sem combustível não há a viagem, sem mapa nunca temos certeza de quanto falta para chegar ao nosso destino, nem o quanto ainda temos que nos esforçar.”
Rashmin Rao

“Se alguma vez você cair, a motivação restaura sua fé de que você pode se levantar. A inspiração fortalece sua crença de que você pode caminhar de novo.”
Ulhas Sakhare

“Talvez você precise de inspiração apenas uma vez na vida, mas precisa de motivação para sempre.”
Rajat Jain

“As coisas que você admira te inspiram. As coisas que te guiam em direção a seus objetivos te motivam.”
Abhishek Jat

A inspiração é anterior à consciência e é independente das habilidades, de técnicas e da performance. É possível que um não poeta se inspire e que as habilidades de um poeta sejam insuficientes para que ele se inspire. Na poética hebraica, inspiração é assunto divino. Os gregos acreditavam que a inspiração ou o “entusiasmo” vinha das musas e dos deuses Apolo e Dionísio. No cristianismo, inspiração é um presente do Espírito Santo.

Os principais temas inspiracionais de minhas palestras são o Futuro, as novas Gerações e a Inovação. Dizem meus fãs, que recebem esse “alento”, esse sopro. Comigo, viajam para o futuro e veem que nele tudo é possível. Mergulham no mundo não linear das novas Gerações e descobrem como é fascinante se conectar em vez de conflitar com elas. E conseguem dar as mãos para a Inovação e trazer este conceito tão falado e tão pouco executado para a intimidade das empresas.

Norma, não sei se consegui expressar a diferença entre o movere e o inspirare. Ou se baguncei ainda mais. Obrigada pela fanzice!

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Principais links:

(https://en.wikipedia.org/wiki/Artistic_inspiration) Wikipedia: Inspiração
(https://pt.wikipedia.org/wiki/Motiva%C3%A7%C3%A3o) Wikipedia: Motivação
(https://www.quora.com/Self-Inspiration/What-is-the-difference-between-inspiration-and-motivation-2) Rede Quora: Quora foi desenvolvido por ex-funcionários do Facebook, e não raro se encontra com o próprio Mark Zuckerberg fazendo ou respondendo perguntas.

(https://www.youtube.com/watch?v=MDA-aWR3olE&list=PLO7cglC–sAy-K0a3YU1ZAE1QasnUeITH) Novas Gerações: GERAÇÃO Y e Z: conflito de gerações
(https://www.youtube.com/watch?v=ragggAepuO0&list=PLO7cglC–sAxKm0clvh5VCuf5iFy4CyqW) Futuro: Se Liga!
(https://www.youtube.com/watch?v=zSHOlKBl5C8&list=PLO7cglC–sAxVP0dP2-mWgQFW_Fl0caUE) Inovação: Inove ou Morra

*Palestrante futurista
beia@5now.com.br

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