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Inspiracional e Motivacional

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Por Beia Carvalho*

Não é melhor nem pior. São duas coisas diferentes. Ou como reza o jargão publicitário: “Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.”

A ideia de escrever sobre o inspiracional versus o motivacional veio da amiga Norma, quando eu lhe explicava numa conversa que minhas palestras cobriam um vasto público porque eram inspiracionais, e não motivacionais.

Motivação vem do latim movere, mover. Segundo a Wikipedia, é o impulso interno que leva à ação. Por isso, as palestras motivacionais levam as pessoas a agirem em relação a um objetivo desejado. Por exemplo, dicas de “Como gerenciar o tempo” e de “Como liderar uma equipe”. Por motivarem uma ação, elas têm temas específicos para públicos específicos.

Do latim inspirare, a inspiração significa “receber um sopro”. É aquela inconsciente explosão de criatividade na literatura, música ou em outra manifestação artística.

A discussão também anima o QUORA, a rede social do conhecimento, na qual os temas de interesse vão sendo atualizados a partir das informações das mais diversas pessoas de todo o mundo. Vamos ver algumas dessas opiniões:

“Motivação pode vir de qualquer coisa. Inspiração vem de alguém.”
Thushar S.M.

“Inspiração leva à motivação e não vice-versa.”
Atmin Parekh

“Motivação é o combustível. Inspiração é o mapa.
Se algum deles falha, a jornada será difícil e inútil.
Sem combustível não há a viagem, sem mapa nunca temos certeza de quanto falta para chegar ao nosso destino, nem o quanto ainda temos que nos esforçar.”
Rashmin Rao

“Se alguma vez você cair, a motivação restaura sua fé de que você pode se levantar. A inspiração fortalece sua crença de que você pode caminhar de novo.”
Ulhas Sakhare

“Talvez você precise de inspiração apenas uma vez na vida, mas precisa de motivação para sempre.”
Rajat Jain

“As coisas que você admira te inspiram. As coisas que te guiam em direção a seus objetivos te motivam.”
Abhishek Jat

A inspiração é anterior à consciência e é independente das habilidades, de técnicas e da performance. É possível que um não poeta se inspire e que as habilidades de um poeta sejam insuficientes para que ele se inspire. Na poética hebraica, inspiração é assunto divino. Os gregos acreditavam que a inspiração ou o “entusiasmo” vinha das musas e dos deuses Apolo e Dionísio. No cristianismo, inspiração é um presente do Espírito Santo.

Os principais temas inspiracionais de minhas palestras são o Futuro, as novas Gerações e a Inovação. Dizem meus fãs, que recebem esse “alento”, esse sopro. Comigo, viajam para o futuro e veem que nele tudo é possível. Mergulham no mundo não linear das novas Gerações e descobrem como é fascinante se conectar em vez de conflitar com elas. E conseguem dar as mãos para a Inovação e trazer este conceito tão falado e tão pouco executado para a intimidade das empresas.

Norma, não sei se consegui expressar a diferença entre o movere e o inspirare. Ou se baguncei ainda mais. Obrigada pela fanzice!

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Principais links:

(https://en.wikipedia.org/wiki/Artistic_inspiration) Wikipedia: Inspiração
(https://pt.wikipedia.org/wiki/Motiva%C3%A7%C3%A3o) Wikipedia: Motivação
(https://www.quora.com/Self-Inspiration/What-is-the-difference-between-inspiration-and-motivation-2) Rede Quora: Quora foi desenvolvido por ex-funcionários do Facebook, e não raro se encontra com o próprio Mark Zuckerberg fazendo ou respondendo perguntas.

(https://www.youtube.com/watch?v=MDA-aWR3olE&list=PLO7cglC–sAy-K0a3YU1ZAE1QasnUeITH) Novas Gerações: GERAÇÃO Y e Z: conflito de gerações
(https://www.youtube.com/watch?v=ragggAepuO0&list=PLO7cglC–sAxKm0clvh5VCuf5iFy4CyqW) Futuro: Se Liga!
(https://www.youtube.com/watch?v=zSHOlKBl5C8&list=PLO7cglC–sAxVP0dP2-mWgQFW_Fl0caUE) Inovação: Inove ou Morra

*Palestrante futurista
beia@5now.com.br

Pessoas que geram alto desempenho

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Foto de Ronaldo Ramos

Por Maria do Carmo Tombesi Guedes Marini*

A definição de uma organização de alto desempenho está estreitamente relacionada ao modo como maneja estrategicamente seu patrimônio material e humano. Todas essas empresas, de uma forma ou de outra, utilizam-se de estrutura, processos e pessoas para a execução de seus negócios.

A estrutura organizacional constitui o elo de ligação entre as orientações estratégicas da companhia e sua atuação no mercado. Pode ser definida como a autoridade é atribuída por meio das relações hierárquicas e de cooperação; como as atividades são especificadas e distribuídas; como a tecnologia é adquirida e utilizada; e, ainda, como a comunicação flui internamente entre os funcionários.

O processo empresarial é um trabalho contínuo e repetitivo, com uma série de passos sequenciais para gerar um resultado desejável. É um conjunto de atividades, que usa insumos mensuráveis, adiciona-lhes valor e produz uma solução para um cliente – que pode ser interno ou externo à organização. Na prática, o processo deve prever quem realizará cada atividade, quais ferramentas serão usadas, as instruções específicas para sua execução e o resultado esperado.

Entretanto, “quem faz as coisas acontecerem são pessoas de carne e osso, não cargos, títulos ou postos organizacionais”, como diz Jack Welch. Não adianta ter a estrutura mais clara e organizada e os processos mais bem definidos se os profissionais não estiverem engajados e comprometidos com o trabalho.

Algumas pesquisas, que consideram diversos setores, indicam que boa parte dos profissionais estão sempre planejando deixar o emprego, alguns estão ativando contatos e atualizando currículos, outros ainda não se sentem comprometidos e os de mais alta performance estão sendo procurados por companhias concorrentes, com propostas melhores. E não é considerada apenas a Geração Y, cuja inquietação é conhecida por todos.

Razões essas mais do que suficientes para que as organizações se concentrem em ter líderes eficientes. O papel dos administradores é fundamental para fazer com que cada indivíduo produza o que é esperado, alinhando suas expectativas pessoais com as da empresa.

Quando exercida com excelência, a liderança estimula o comprometimento dos profissionais, conduzindo-os ao alto desempenho, o que certamente gera resultados positivos e crescentes para a organização. Portanto, líderes são ativos-chave para as empresas, e seu desenvolvimento deve ser visto nesse contexto.

Um líder tem como função planejar as ações e a direção a ser tomada, organizar ou criar os processos, fazer com que funcionem e manter o controle de tudo, para assegurar os resultados pretendidos. Ele tem que ajudar sua equipe a enxergar o cenário, motivar seus colaboradores e estimular o empenho e o comprometimento de cada um. Utilizar ferramentas, conceitos e abordagens que incentivem a participação; não apenas repassar processos e soluções acabadas.

Líderes não nascem prontos. Algumas pessoas têm determinadas características fundamentais, como carisma, facilidade de relacionamento interpessoal, inteligência aguçada, disciplina, muita perseverança e integridade. Entretanto, as possibilidades de desenvolvimento são muitas e a empresa que espera um bom trabalho de seus gestores deve ter sua identidade bem definida e adequadamente transmitida.

Companhias que pretendem ter alta performance devem ficar atentas ao processo de formação de executivos, assim como ao de substituição e sucessão. Das 100 organizações listadas pela revista Fortune nos últimos tempos, 75% responsabilizam seus líderes por engajar os colaboradores. Quando os funcionários têm uma percepção favorável de seu líder, a produtividade aumenta significativamente.

Uma organização que almeja crescer de forma constante e consistente precisa exercitar a liderança diariamente, percebendo e acompanhando o desempenho de seus executivos e ajudando-os a exercer melhor o seu papel. Isso inclui processos de formação e ampliação da capacidade daqueles que atuam nessa importante função e dos que têm potencial para chegar a ela.

*Consultora de Desenvolvimento de Pessoas e Coach
carmo@navitasconsult.com.br

Pesquise e mantenha seus contatos pessoais

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Foto de Ronaldo Ramos

Por Danilo Cury*

Nos dias de hoje, tudo que se faz fica registrado para a posteridade, e o fluxo de informações tem uma velocidade impressionante, impossível de acompanhar em tempo real. A Internet realmente mudou o mundo. É possível acessar dados sobre qualquer pessoa, empresa ou organização. Essa facilidade deve ser aproveitada da melhor maneira, principalmente na hora de fazer um negócio. Pesquisar na Web virou pré-requisito para a seleção de profissionais e o estabelecimento de parcerias corporativas.

Hoje, ninguém tem mais privacidade, o que é um aspecto negativo dos novos tempos, do qual não podemos mais fugir. E, por isso mesmo, é preciso proteger suas informações da melhor maneira possível, com firewall, antivírus e acesso somente por redes Wi-Fi confiáveis – as públicas são um atrativo para hackers de todas as idades. Devemos tirar o máximo de proveito disso. Antes de uma reunião, consulta a um médico ou advogado, devemos pesquisar sempre. Ganhamos tempo, o assunto se desenvolve com mais facilidade e os resultados são melhores. Claro que os “filtros” são fundamentais quando se trata de Internet. É recomendado confirmar as informações obtidas em pelo menos três fontes diferentes.

Por outro lado, a velocidade do fluxo de dados também acelerou a vida das pessoas. É possível trabalhar praticamente de qualquer lugar. Basta ter um smartphone, um tablet ou um notebook. Nesse aspecto, precisamos nos disciplinar para criar horários profissionais e pessoais, ou ficaremos conectados o tempo todo. E isso não faz bem à saúde.

Apesar da facilidade proporcionada pela Internet, não podemos ficar limitados a ela. Consultar as pessoas, pedir indicações, conversar “olho no olho”: o mundo social existe para nos beneficiar e deve ser valorizado. Informações de pessoas conhecidas e respeitáveis podem valer mais que cem pesquisas na rede. Devemos estar sempre abertos a novas ideias e opiniões. Assim, desbloqueamos a criatividade e nos tornamos capazes de solucionar qualquer problema. Muitas vezes, as melhores soluções surgem a partir das ideias mais malucas.

Esse é um pequeno roteiro para o dia a dia nos negócios, que tem uma complexidade cada vez maior. Vamos utilizando as ferramentas tecnológicas para nos adiantar, beneficiar e prevenir, mas precisamos manter contato com as pessoas e para evoluir profissionalmente e pessoalmente. É o caminho para sermos bem-sucedidos na vida atual.

*Especialista em planejamento e execução de negócios
dan_cury@terra.com.br

Ajude e ensine a prosperar

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Foto de Ronaldo Ramos

Por Danilo Cury*

“Se der um peixe a um homem faminto, vai alimentá-lo por um dia. Se o ensinar a pescar, vai alimentá-lo por toda a vida.” (Lao Zi, filósofo e alquimista chinês, nasceu em 604 a.C. e faleceu em 531 d.C.)

Esse maravilhoso ensinamento, que, na verdade, é uma filosofia de vida, resume bem o artigo. A maior parte dos livros e/ou cursos de autoajuda são “de” ou “baseados em” autores anglo-saxônicos, cujas sociedades absorveram bem esse ensinamento.

Os governos dos países latinos em geral têm a tendência de ser excessivamente paternalistas. É uma forma sórdida de dominação. A derrocada e o empobrecimento de alguns países latinoamericanos na primeira metade do século passado – que eram tão evoluídos quanto as grandes nações europeias – começou a partir de governos paternalistas, que diziam, e talvez pretendessem, resolver todos os problemas de seus povos.

Por causa de medidas populistas que afastaram investimentos, desestimularam a produção e a geração de empregos, a classe média desses países empobreceu rapidamente. E os pobres se mantiveram pobres. Afinal, eram eles que davam sustentação política à oligarquia dominante.

Como a história tem seus ciclos, vários países da mesma região passam por esse processo novamente. Governos que querem controlar tudo, impondo uma enorme burocracia. Com impostos altíssimos, recebem recursos mais que suficientes. No entanto, os gere de uma forma muito pior – antes continuassem nas mãos das pessoas que os produziram. O paternalismo, a corrupção e o mau emprego do dinheiro público acabarão levando esses países a uma situação insustentável.

Estão ficando à margem do desenvolvimento global, enquanto as outras economias voltam a crescer nos mesmos patamares de antes da crise de 2008. Se estudarmos a biografia dos grandes líderes, veremos que a maior parte deles teve pais muito severos. Não devemos chegar a tanto. O maior patrimônio que podemos deixar a nossos filhos não são bens materiais, mas, sim, a educação; devemos educá-los para que tenham condições de enfrentar qualquer situação. Por isso, é necessária uma boa estrutura emocional, o que os ajudará a ser felizes e despreocupados.

Na administração de uma empresa, o paternalismo leva a uma gestão centralizada, que não deveria estar presente em nenhuma organização moderna. A centralização atravanca as decisões, prejudica o dinamismo e o crescimento de qualquer companhia. As pessoas têm que trabalhar para a empresa, e não para o seu chefe. Tendo autonomia, os colaboradores vão se sentir mais confiantes, podem exercer sua criatividade e trabalhar de forma mais entrosada, visto que um não precisa competir com o outro para ganhar apoio de seu superior.

Seja um líder, não um chefe. Fomente o questionamento. Nunca considere um assunto fechado até que a equipe chegue a um consenso. Todos devem opinar. Com isso, surgirão novos líderes. E, com um mínimo de conflitos, todos estarão engajados e caminhando na mesma direção. Busque ter o máximo de informações, para poder sempre dialogar e expor suas ideias de uma forma segura e objetiva.

Pela minha experiência de vida, posso sugerir uma pequena mudança no ditado do velho sábio chinês: “Quando for absolutamente necessário, alimente um homem faminto, mas nunca se esqueça de ensiná-lo a pescar”.

*Especialista em planejamento e execução de negócios
dan_cury@terra.com.br

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