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Brexit


Por Danilo Cury*

O impacto em resumo:

Macroeconomia
– A perda recente de momentum na economia do Reino Unido
– UK PIB de 1,3% este ano e 0,9% em 2017 (expectativa anterior de 1,8% em 2016 e 2% em 2017)
– Queda acentuada da libra.
– No entanto Reino Unido é responsável por 2% da economia mundial (com base purchase power parity) => leve impacto
– Os bancos centrais tomem medidas coordenadas, propensos a evitar uma crise de liquidez.

Mercados
– Volatilidade aumentará significativamente
Previsões ao impacto a curto prazo sobre os mercados financeiros: BREXIT
(1 mês)

Ações (de 23 de junho)
– UK -15% a -20%
– Euro área -7% a -10%
– US -3% a -5%

Moedas
– GBP -15% a -18%
– Euro + 3% vs. Sterling
– Yen + 5%
– CHF + 2%
– Gold 8%

Rendimentos de títulos
– 10yr do Tesouro dos EUA para -20 bps -30 bps (1,4%)
-10yr Bunds alemães – 10 bps
– 10yr UK Marrãs + 10 bps
– 10yr Euro Periferia + 50/70 bps
– Ativos de refúgio impulsionado pelo resultado do referendo UK: CHF, USD, JPY, ouro e títulos do governo.
– Espera-se: maior inclinação da curva de rendimentos em gilts do Reino Unido, diminuição do rendimento do Tesouro dos EUA (queda de 20-30 bps), pequena queda no rendimento do Bund alemão (Talvez por 10 bps), aumento dos yields na área do euro periférica.

Política

– Uk poderia perder cerca de 4% de crescimento potencial do PIB nos próximos 5 anos.
– Renúncia de Cameron.
– Populismo no mundo ocidental.

Danilo Cury
*Especialista em planejamento e execução de negócios
dan_cury@terra.com.br

Prepare-se para a crise

Image courtesy of vectorolie at FreeDigitalPhotos.net

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Por Danilo Cury*

“Na paz, se prepare para a guerra, na guerra prepare-se para a paz.”
Sun Tzu

Sun Tzu (544-496 a.C.) foi um estrategista de guerra, general do Rei Hu Lu e filósofo chinês. Deixou um tratado militar chamado A Arte da Guerra. Diversos dos seus ensinamentos são épicos, além do citado acima, como: “o verdadeiro objetivo da guerra é a paz” e “para ganhar todas as batalhas, você precisa conhecer a si mesmo e ao inimigo; se você se conhece, mas não conhece o inimigo, para cada vitória, sofrerá uma derrota; se você não se conhece, nem ao inimigo, perderá todas as batalhas”.

Ainda podemos ir ao Egito, numa história do antigo testamento, também séculos antes de Cristo, em que o Faraó ficou perturbado por um sonho, em que sete vacas magras devoravam sete vacas gordas, sete espigas murchas de grãos consumiam sete saudáveis. José, que foi vendido por seus irmãos como escravo, interpretou o sonho, dizendo que haveria sete anos de abundância, seguidos por sete anos de fome e aconselhou o Faraó a começar a armazenar o excedente de grãos para os anos difíceis, que certamente viriam.

Nas corporações, as coisas não vão ser diferentes. Mais cedo ou mais tarde poderá vir a crise, a época das “vacas magras”. Como se preparar?

Primeiro, é necessário conhecer bem o mercado e ter todos os dados atualizados do seu setor, de sua empresa. Por incrível que possa parecer, ainda existem CEOs e diretores que não conhecem a fundo a organização em que trabalham. É preciso estabelecer protocolos, isto é, formas de atuação, além de preparar líderes para comandar o gabinete de crise, que deve ser imediatamente estruturado quando começar a tormenta.

Uma equipe formada por profissionais jovens, criativos e também por pessoas experientes; uma boa imagem, em que a preocupação com a qualidade e a sustentabilidade é essencial; diversificação de clientes e uma marca conhecida (nunca podemos nos esquecer da divulgação institucional) também são fatores essenciais para enfrentar crises. Toda empresa deve ter uma reserva financeira, para não ficar correndo atrás de empréstimos, a juros, muitas vezes, extorsivos.

A crise pode chegar em um momento inesperado e de uma forma imprevista. Pelo menos, nos prevenindo, teremos mais tranquilidade para enfrentá-lá e fazer planos adequados à corporação nos tempos de bonança.

*Especialista em planejamento e execução de negócios
dan_cury@terra.com.br

A oportunidade da crise

Foto de Ronaldo Ramos

Por Danilo Cury*

“O pessimista vê uma crise em cada oportunidade. O otimista vê uma oportunidade em cada crise.”
Winston Churchill (1874-1965)

Uma das palavras mais faladas até agora, no século XXI, é CRISE, que se origina do grego “krisis” e significa algo próximo de uma decisão inadiável. O ideograma chinês para o termo representa “grandes crises, grandes oportunidades”. É nas crises que se define quem vai comandar a Era seguinte; aqueles que lideraram e decidiram com acerto ao enxergar as melhores oportunidades em um horizonte de incertezas.

Como bem disse Sun Tzu há milênios: “Nos tempos de paz, devemos nos preparar para a guerra e, nos tempos de guerra, para a paz.” Toda organização deve estar preparada para a crise e isso se faz durante a bonança. Os gabinetes e protocolos têm que começar a funcionar imediatamente assim que a crise se instala. Normalmente, ela vem de onde menos se espera. Portanto, nenhum tipo de prevenção é excessivo. Como engenheiro, costumo trabalhar com um bom “coeficiente de segurança”.

Para aqueles que nunca se prepararam, antes tarde do que nunca. Deve-se aproveitar para reestruturar o seu setor ou a sua empresa, tornando-o (a) mais enxuto (a) e aumentando sua produtividade. É preciso ter o melhor sistema financeiro possível, com dados atualizados diariamente.

O endividamento e a formação excessiva de estoques devem ser estudados com muito cuidado. A oportunidade é para renegociar as dívidas em circunstâncias mais favoráveis. Aliás, temos que renegociar tudo: contratos de serviços, preços de fornecedores, valores de pagamentos a colaboradores etc. Além de esticar os prazos para pagamentos e reforçar as datas de recebimento pré-estabelecidas (fuja dos maus pagadores). Por outro lado, podem surgir boas oportunidades de aquisições, em um cenário no qual ótimos colaboradores e prestadores de serviços cobram preços muito menores do que vinham praticando.

É a oportunidade para otimizar, procurar novas tecnologias mais econômicas, sustentáveis e produtivas – sustentabilidade nunca significa aumento de custos. E os colaboradores devem fazer reciclagem sempre que necessária.

Precisamos levantar a cabeça, decidir com firmeza, não dar ouvidos aos pessimistas, às fofocas e seguir em frente, haja o que houver.

Uma boa liderança é fundamental. Como dizia o filósofo e economista Peter Drucker (1909-2005), até hoje considerado o “mestre dos mestres” e o “homem que inventou a administração”: “Na crise, não existe liderança compartilhada. Quando um barco está afundando, o capitão não pode convocar uma reunião para ouvir pessoas.”

*Especialista em planejamento e execução de negócios
dan_cury@terra.com.br

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