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WhatsApp: O novo canal de vendas e de atendimento ao consumidor

whatsapp
Por Alex Anunciato*

Segundo a consultoria Sensor Tower o WhatsApp foi o aplicativo mais baixado no mundo entre os dias 1º e 30 de setembro de 2019. No Brasil, em especial, sabemos que este app tem uma ampla base de usuários por todo o país.

Muito além de um serviço de troca de mensagens — e, possivelmente, inspirado por apps chineses que possuem diversas funções no mesmo app — o WhatApp tem planos de ser também uma plataforma de exibição de produtos para vendas e de realização de pagamentos diretamente pelo app. E isso pode mudar muita coisa no ambiente de vendas online.

Antes de mais nada é importante frisar que o WhatsApp possui dois apps: o WhatsApp tradicional que todos conhecemos e também o WhatsApp Business. Enquanto o primeiro é de uso mais pessoal a versão Business traz diferentes recursos para empresas e marcas. E a mais nova funcionalidade do WhatsApp Business (que vem sendo liberada aos poucos e para um número reduzido de usuários) consiste em permitir que lojas e empresas possam apresentar seus catálogos de produtos e serviços por meio do app.

O Catálogo de Produtos do WhatsApp é simples e intuitivo. Uma vez que a função esteja ativa no seu WhatsApp Business você pode fazer upload de fotos, descrição dos produtos e a indicação dos respectivos preços. Clientes poderão contactar sua loja pelo próprio app.

Milhões de brasileiros já utilizam o WhatsApp. Quando o recurso de criação de catálogos de produtos for mais amplamente utilizado no Brasil isso irá causar um grande impacto nas vendas online: tudo será facilitado por meio de uma plataforma de comunicação simples, direta e que já é familiar para a maioria dos usuários por aqui.

Em abril de 2019, na conferência F8 do Facebook, foi falado também sobre o desenvolvimento da nova solução de pagamentos diretamente pelo WhatsApp. Essa funcionalidade, em testes na Índia, será disponibilizada também para outros países. Imagine quando estes dois recursos estiverem funcionando plenamente e de forma combinada por aqui no Brasil?whatsapp

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No passado, ficou consolidado em nosso imaginário que a China estaria sempre copiando produtos e soluções previamente desenvolvidos por outros países. Isso tem mudado e este país também tem criado inovações em diversos campos.

Hoje em dia, na China, utilizando-se apenas o app faz-tudo chamado WeChat pode-se fazer o pagamento de contas, agendamento de consultas médicas, paquerar, comprar todo tipo de produtos, conversar com amigos, pedir um táxi e muito mais. Este conjunto de soluções tudo-em-um no mesmo app pode ter inspirado as novas funcionalidades do WhastApp.

Quem diria que um produto desenvolvido na China serviria de benchmarking para empresas de tecnologia nos EUA, não é mesmo? E olha que, desde 2018, o app WeChat já superou o número de 1 bilhão de usuários. E por falar em 1 bilhão, dias atrás, a China ultrapassou os EUA em número de unicórnios (startups que valem pelo menos US$ 1 bilhão). Atualmente, os EUA conta com 203 unicórnios. A China possui 206.

Alex Anunciato
*Consultor de Marketing e Comunicação Digital
anunciato@gmail.com
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Saiba mais sobre o WhatsApp Business.
https://www.whatsapp.com/business

Conheça a Senso Tower.
https://sensortower.com

Top Apps para iPhone no Brasil em 01/10/2019.
https://sensortower.com/ios/rankings/top/iphone/brazil/all-categories?date=2019-10-01

Top Apps para Android no Brasil em 01/10/2019.
https://sensortower.com/android/rankings/top/mobile/brazil/overall?date=2019-10-01

China ultrapassa EUA em número de unicórnios.
https://www.startse.com/noticia/ecossistema/70083/china-ultrapassa-eua-em-numero-de-unicornios

As imagens usadas neste post foram exibidas na conferência F8 do Facebook de Abril de 2019.
Saiba como foi a F8:

Netflix cria ação de divulgação com conteúdo interativo por meio de bots no whatsapp

bots
Por Alex Anunciato*

O Brasil é um dos países que mais utilizam whatsapp em todo o mundo. Desde o ano passado a empresa começou a liberar a criação de chatbots em sua plataforma. Chatbot é um software que simula uma conversa humana em um chat o que permite a automação de diversas ações repetitivas e novas formas de interação. As pessoas já podem se comunicar por este meio com diversas marcas como, por exemplo:

Bradesco: 11 3335-0237
Habibs: 11 3003-2828
Netflix: +1 408 669-4229

Em maio de 2019, no lançamento da série Dilema (drama estrelado por Renée Zellweger), a Netflix foi além e criou uma ação que envolve o desenvolvimento de 4 chatbots (com 4 diferentes números de celular, cada um com seu conteúdo interativo e representando um personagem específico).

Eu pertenço a alguns grupos de WhatsApp (sobre diversos temas como Marketing, Conteúdo, Growth, Estratégia Digital, UX, Inteligência Artificial, Branding, dentre outros) e, no último sábado, dia 25/05, recebi o contato de “Angela” (um bot da Netflix). No mesmo dia iniciei uma conversa com o chatbot. :)

É legal observar que a marca se preocupou em preencher alguns dados no perfil de “Angela” de modo a deixar claro que se trata de uma conta comercial, com seu devido endereço físico e website oficial.

netflix-bots-chatbots-what-if-acao-dilema-angela

(esse mesmo cuidado se repete nos outros 3 perfis)

Abaixo, os textos e emojis sobre o fundo verde foram enviados por mim. O conteúdo sobre o fundo branco foi enviado pelo chatbot Angela:

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Muito inteligente a forma como o perfil de Angela compartilha, ao final, o link da série e os outros 3 perfis.

Não testei todos eles mas é provável que cada perfil tem sua programação específica, de acordo com a personalidade e história de cada personagem.

Esta estratégia de conteúdo está bem alinhada com a persona da marca Netflix e até o mesmo com o tema da série Dilema. Ponto pra Netflix.

O uso de chatbots é uma tendência em alta pois automatiza muitas tarefas, reduz custos de atendimento, atrai a curiosidade das pessoas e, quando bem produzido, gera mídia espontânea e positiva para a marca.

Uma hora após meu último envio uma nova mensagem de “Angela” pede para que eu compartilhe seu número (5511932440819) com meus amigos. Dessa forma todo o conteúdo planejado vai se tornando viral. Foi assim que chegou até mim. Talvez assim também chegue até você. :)

Alex Anunciato
*Consultor de Marketing e Comunicação Digital
anunciato@gmail.com

A importância do legado na era da transformação digital

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Por Paulo Henrique Ferro*

É fato que as tecnologias emergentes estão contribuindo e influenciando diretamente as formas de consumo e o comportamento das pessoas.

Os movimentos sociais, as novas tendências, os estilos de vida e as experiências de consumo, ocupam novos espaços e trazem outra roupagem para os hábitos cotidianos. É a era da Quarta Revolução, do compartilhamento e da diversidade.

Os questionamentos sobre a pauta são vários, pois as transformações têm impacto direto no campo do trabalho, no uso dos recursos do planeta, nas formas de comunicação e interação das pessoas, no aprendizado, nas relações governo e organização, nas empresas globais e nos arranjos da economia.

Não podemos negar que a transformação digital tem atuado na solução de diversas causas e nas dores do mundo moderno. Porém, o desafio maior tem sido a falta de preparo do ser humano para lidar com a velocidade da tecnologia. É muito comum ver a disrupção atropelando aspectos morais e éticos, sem refletir sobre as consequências. Em virtude disso, a nossa responsabilidade diante da transformação digital vem aumentando exponencialmente. Isso converge para o assunto que irei explorar ao longo do texto: o legado. Acredito que ele nos traz uma dose de segurança para agir diante dos movimentos disruptivos.

O legado tem a força de enquadrar essas ações na perspectiva de um processo que está além daquilo que enxergamos. Ele é a parte intangível da obra do ser humano. É o complemento da experiência e da vivência; e não do aprendizado. O legado deve ser nossa grande obra, o resumo do que fazemos para o outro e para o mundo.

Desde a revolução industrial, nos ensinaram que a competição é a máquina do crescimento. Do crescimento material e não do crescimento como ser humano, acredito. O desenvolvimento humano supõe a existência e a potencialização da relação construtiva com o outro. Da compreensão das necessidades de cada um.

Assim nasce a colaboração.

Na prática, os desenhos organizacionais são definidos para criar uma empresa dirigida pela competição ou pela cooperação. Enquanto as organizações verticais são mais tendentes a competição, as estruturas horizontais abrem espaço para a colaboração, facilitado a contribuição.

Quando entramos no nível das relações e da intervenção do ser humano na empresa, compreendemos os espectros mais sutis que a circundam. É neste estágio que os sinais do legado se tornam evidentes e que o CEO deve atuar para criar algo novo. Por outro lado, no nível da Identidade da empresa, o legado se mostra por inteiro, por meio dos ritos e dos valores, impactando fortemente a organização.

Explorar a prática da mentoria nessa dimensão enriquece as discussões sobre o papel e a contribuição do executivo para o legado. A organização traz pistas para que ele se posicione no entendimento de sua atuação.

Para tanto, a existência de um legado supõe a aceitação de que você o recebeu e agrega sua contribuição para as próximas gerações. O legado, por sua vez, não deixa de existir. Ele passa por reparos ou uma simples ressignificação, mas ele se perpetua!

Paulo Henrique Ferro
*Mentor, Coach, Mediador Organizacional e Consultor em DO no CEOlab.
paulo.ferro@ceolab.net

Geração eólica no mundo e no Brasil e a competitividade industrial

Por Cristiane Mancini*

O Brasil tem se destacado na geração eólica. De acordo com o Ministério e Minas e Energia (MME), alcançou a 8º posição no ranking mundial de geração eólica em 2015 e registrou o 1º lugar no ranking mundial em fator de capacidade de geração (38%) e manteve a 4ª posição no ranking mundial de potência instalada. Esse resultado é o reflexo de avanços tecnológicos em materiais, no porte das instalações e melhores sítios, que em conjunto, propiciam melhor aproveitamento dos ventos. São 16,6 GW de potência eólica contratada, dos quais, 9,3 GW em operação; 3,4 GW em construção e 3,9 GW a construir.
No mundo, a Dinamarca apresenta a maior fatia de geração de energia através dos ventos, com 44,6%. Em seguida, a Irlanda (24,8%), Portugal (21,7%) e Espanha (18,2%).
(colocar gráfico pizza)

ceolab-maiores-produtores-mundiais-de-energia-eolica

Emergentes puxam investimento global
De acordo com a Unep (Programa das Nações Unidas para o Ambiente, em inglês), liderado pelos países emergentes, o setor de energia limpa recebeu mais do que o dobro de investimentos do que outros tipos de geração no ano passado.
Além da agenda pública e compromisso internacional à produção de energia mais limpa, a redução no custo de implantação tem incentivado o crescimento pela procura de energia limpa. Estudo elaborado pela mesma entidade mostra que houve queda no custo dos painéis solares de cerca de 80% e de até 40% nas turbinas eólicas.
De acordo com um estudo de fatores como necessidade de geração de energia, políticas favoráveis, financiamento, infraestrutura e recursos naturais disponíveis, revela que o potencial de atração de investidores por país. Em primeiro lugar, os Estados Unidos, em 2º a China; em 3º, a Índia, em 4º, o Chile, em 5º, a Alemanha e em 6º lugar, o Brasil; em 7º, o México; em 8º, a França; em 9º, o Canadá e em 10º, a Austrália.

Primeiro semestre de 2016
De acordo com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), a produção de energia eólica no Brasil cresceu 55% nos primeiros seis meses do ano. Com 2.860 MW médios, o desempenho das usinas em operação no Sistema Interligado Nacional (SIN) foi 1.018 MW médios a mais que o registrado no mesmo período de 2015 (1.842 MW médios). No final do primeiro semestre do ano, os 366 empreendimentos eólicos em operação no SIN atingiram 9.330 MW em capacidade instalada (+50% sobre junho do ano passado).
Regionalmente, os números do primeiro semestre apontam a liderança do Rio Grande do Norte que permanece como principal produtor de energia eólica e com maior capacidade instalada de usinas desta fonte no país. Em seguida, o estado da Bahia na 2ª colocação com 599 MW médios (+47,5%), seguido pelo Rio Grande do Sul, que alcançou 479 MW médios (+66,6%), e o Ceará com 456 MW médios (+25,7%) produzidos no primeiro semestre.

Rio Grande do Norte ultrapassa marca de 1.500 turbinas eólicas em operação
De acordo com o Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), o Rio Grande do Norte ultrapassou a marca de 1.500 turbinas eólicas em operação comercial. O recorde foi alcançando com a entrada em operação comercial do parque eólico Macambira II. O empreendimento é composto por 9 aerogeradores de 2 MW, somando um total de 18 MW em potência instalada, reforçando o papel do estado como principal produtor de energia eólica do país. A usina Macambira II, de propriedade da empresa espanhola Gestamp, encontra-se instalada no município de Lagoa Nova, na região da Serra de Santana. Com a entrada em operação comercial do parque, o estado atinge o total de 1508 turbinas em funcionamento. Para ilustrar, o estado sozinho possui mais de três vezes a potência eólica instalada de todos os outros 8 países da América do Sul e acima do Japão e Nova Zelândia, além de países europeus como Áustria, Bélgica, Bulgária, Croácia, Republica Checa, Finlândia, Grécia, Hungria, Noruega, Suíça e Ucrânia.

Ceará – rumo ao pioneirismo
Segundo dados da ABEEólica (Associação Brasileira de Energia Eólica), pioneiro em energia eólica no país, o Ceará está investindo para atingir a lideraça nacional. Quarto colocado no ranking nacional, o Ceará tem capacidade instalada de 1,6 GW. Segundo o governo do estado, 39% da energia elétrica consumida é proveniente dos ventos – acima dos 6,25% do país e até da média do Nordeste, de 30%. Atualmente, o estado conta com 59 parques eólicos e pretende atingir 102 até 2019, gerando cerca de 17 mil empregos durante a fase de construção.

Crédito do BNB atrai projetos eólicos na Bahia
O Banco do Nordeste (BNB) já recebeu somente na Bahia cerca de 40 projetos de empresas em sociedades de propósito específico (SPE) em busca de recursos para a construção de sistemas eólicos e solares. O banco financia, além de empresas, projetos de pessoas físicas e de condomínios e associações, sejam na zona rural ou urbana. Para isto, foi criada uma linha de crédito específica para a micro e a minigeração distribuída de energia elétrica, usando recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste.
No caso de projetos de grande porte nos setores de biomassa, energia eólica, energia solar fotovoltaica e pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), as condições são: financiamento de até 60% do valor, com prazo de até 20 anos e carência de até 8 anos, com taxas de juros de 12,95% e bônus de adimplência 15%, podendo ser pago em até 12 anos, com até 1 ano de carência. Cerca de R$ 500 milhões devem ser direcionados para micro e minigeração, por meio deste programa.

Realidade empresarial
Além do compromisso internacional (entre países) na redução da emissão de gases poluentes, o comércio, as residências e como não, as indústrias, percebem a energia eólica como uma possibilidade de complementaridade de geração de energia, redução de resíduos na produção e principalmente corte de custos, principalmente quando se trata de setores eletrointensivos. Seguindo essa linha, a Honda Energy do Brasil, subsidiária da Honda Automóveis do Brasil, anunciou que, a partir de novembro deste ano, toda a demanda de energia elétrica do escritório da marca na capital paulista será suprida através da geração eólica. Desde novembro de 2014, o parque eólico da Honda, situado em Xangri-Lá (RS), fornece energia limpa e renovável para o complexo de Sumaré, interior de São Paulo, onde se localiza a sede administrativa da marca na América do Sul, o centro de pesquisa e desenvolvimento da Honda na região e a fábrica de automóveis, que opera, anualmente, em sua capacidade produtiva plena de 120 mil veículos ao ano. Em 2011, a matriz já havia estabelecido como meta a redução em 30% as emissões de CO2 de seus automóveis, motocicletas, produtos de força e também de seus processos produtivos em todas as suas unidades no mundo.
Como precursora no grupo e no setor automotivo nacional, a filial brasileira propôs a criação do parque eólico e já em 2015, reduziu mais de 50% das emissões.
A construção do Parque Eólico Honda Energy representa uma nova realidade e preocupação empresarial, de readequação e inovação da produção de energia em prol da redução do custo deste insumo, um dos principais drivers de competitividade na produção industrial nacional.

Cristiane Mancini
*Economista/Economist
cristiane_mancini@yahoo.com.br

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