Arquivos da categoria: Inovação

A ousadia de liderar a inovação

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Por Maria do Carmo Tombesi Guedes Marini*

No momento, todo mundo está falando de inovação. Inovação significa sobrevivência, crescimento, ampliação de participação no mercado. Até naquelas empresas mais tradicionais, mais conservadoras, percebe-se que ficar parado no tempo não traz bons resultados. Num curto ou longo prazo, a empresa vai perder clientes, ser substituída por quem apresenta coisas novas, mais eficientes, mais bonitas, mais baratas. Inovar é necessário para garantir ao menos a continuidade da participação de mercado em qualquer segmento.

Inovação transcende ter ideias novas, revolucionárias. E essas ideias precisam ser transformadas em ação objetiva, ou não chegam a ser inovação. Além disso, para se tornarem concretas devem ser bem-sucedidas. Quando o resultado não é bom, o processo precisa ir em frente, buscar alternativas; é necessário pensar novamente. Uma ideia concretizada sem um resultado positivo é apenas parte do caminho, uma etapa do processo.

Um processo de inovação precisa ser “comprado” pelos colaboradores. As pessoas precisam acreditar que aquilo é bom para a empresa e para cada uma delas. Muitos podem achar que vão perder espaço ou poder. Está nas mãos da liderança não deixar que esse medo atrapalhe.

Procedimentos inovadores passam por criação de confiança antes de tudo. Errar deve ser considerado um passo, sem punições, sem retaliações.

A escolha das equipes é outro fator bastante significativo. Muitos gestores acreditam que rodear-se de pessoas que pensam de uma maneira semelhante produz melhores resultados. Em se tratando de inovação, porém, a diversidade é melhor. Os gestores que estão em empresas mais inovadoras não têm receio da diversidade; eles a estimulam.

Talentos inatos devem ser descobertos e desenvolvidos, da mesma forma que perfis comportamentais baseados na busca de desafios e na repulsa à rotina. Pessoas com alta autoestima podem ser muito úteis, mas o líder tem que ficar atento para que elas não dominem o grupo. Empreendedores sem medo de errar contribuem enormemente dentro de uma equipe de inovação. Tudo isso não será suficiente se as pessoas não tiverem conhecimento adequado, disciplina e muito respeito uns pelos outros.

O conhecimento é necessário para transformar as ideias em algo concreto, que agregue valor ao negócio. A alta autoestima e o perfil empreendedor vão ajudar a assumir a responsabilidade sobre as ideias, envolvendo os parceiros e facilitando a tarefa de convencer os dirigentes a adotar a inovação. Disciplina é essencial para que as pessoas sejam objetivas e não se enrolem numa diversidade muito grande de ideias, perdendo o “time” de lançamento de um novo produto ou projeto.

Líderes são fundamentais para conduzir equipes de inovação. Ao mesmo tempo em que eles precisam fazer a equipe desafiar a lógica, perder o medo de errar como forma de agregar valor à sua empresa com melhorias, também precisam ter mão firme para que o grupo não se disperse em sonhos irrealizáveis ou em disputas sobre quem tem a melhor proposta.

Um líder de um grupo de inovação tem que ser consciente de si mesmo, para liderar a partir de seus pontos fortes, formando equipes com talentos que supram suas deficiências. Ele também procura entre seus pares os parceiros que possam ajudá-lo com seus pontos fracos.

O bom líder de inovação tem que possuir uma visão estratégica ampla, que permita descobrir possibilidades novas. Ele deve ter sempre em mente que essas novidades precisam ser compartilhadas com todos os membros, de uma tal forma a originar engajamento e entusiasmo no grupo.

Esse tipo de líder conduz a si mesmo e à equipe num caminho não convencional, estimulando todos a experimentar novos rumos. Ele sabe o que é realmente importante para avançar e ajuda a equipe a sair da armadilha das urgências do dia a dia. Ele sabe descobrir e cultivar aqueles talentos com perfil adequado às necessidades do grupo.

O bom líder de uma equipe de inovação é um animal político, capaz de costurar as alianças imprescindíveis para que a empresa assuma sua visão. Ele vive um estado de questionamento constante sobre o que e como a equipe produz – e acompanha de perto os resultados. Procura sempre aprender mais e mais com sucessos e fracassos e orienta a sua equipe a fazer o mesmo.

Em resumo, o líder inovador deve ser aquele que conecta as pessoas com os objetivos da organização, criando ao mesmo tempo um ambiente propício ao desenvolvimento das habilidades criativas, da ousadia e da transformação.

Maria do Carmo Tombesi Guedes Marini
*Consultora de Desenvolvimento de Pessoas e Coach
carmo@navitasconsult.com.br

O conceito “Job to be Done” e o sucesso das startups

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Por Alex Anunciato*

A razão de ser de uma startup e as suas chances de obter mais sucesso estão diretamente relacionadas à seguinte questão: Qual problema essa empresa resolve? É fundamental para uma startup saber se ela está entregando para seu público aquilo que ele realmente precisa. E é aí que entra o “Job to be Done”.

Job to be Done é um conceito transformador que está orientado para a inovação e permite-nos ir além do simples aprimoramento das soluções atuais existentes. Trata-se de uma metodologia que leva a um entendimento mais amplo e profundo das reais necessidades dos clientes para que uma organização atue a serviço das pessoas. É o entendimento do propósito mais elevado sobre o porquê os clientes adquirem determinados produtos e serviços.

Clayton Christensen, professor da Harvard Business School, foi quem popularizou o termo, em um artigo escrito em 2007 com outros autores para a revista Sloan Management Review.

Segundo Christensen:
“A maioria das empresas segmenta seus mercados por dados demográficos do cliente ou características do produto e diferencia suas ofertas, adicionando características e funções. Mas o consumidor tem uma visão diferente do mercado. Ele simplesmente tem um trabalho a ser feito e está buscando ‘contratar’ o melhor produto ou serviço para fazer isso.”

As pessoas escolhem soluções úteis e que facilitam sua vida. Mesmo assim, em uma pesquisa tradicional sobre comportamento do consumidor, elas podem responder de acordo com o seu repertório atual e não, necessariamente, imaginar todas as opções possíveis que poderiam ser apresentadas para atender as suas demandas.

Henry Ford, fundador da Ford e pioneiro da indústria automobilística, costumava dizer: “Se eu perguntasse aos meus clientes o que eles queriam, teriam dito que era um cavalo mais rápido”.

Job to be Done e os milk shakes
Um caso sempre citado quando o assunto é Job to be Done é o dos milk shakes da rede de fast-food McDonald’s. A empresa queria aumentar as vendas de seus milk shakes e realizou um amplo trabalho de pesquisa e análise de dados demográficos de seus consumidores para descobrir tendências que pudessem impactar as vendas.

Fizeram também reuniões com focus groups que apontavam características que poderiam ser melhoradas nas bebidas, mas, mesmo após a implementação das mudanças sugeridas as vendas não aumentavam.

O McDonald’s contratou então Christensen, que observou de perto o comportamento dos clientes e descobriu que cerca de metade das vendas de milk shakes ocorriam pela manhã e que as pessoas, assim que compravam o produto, saíam com seus carros.

Após conversar com alguns clientes, Christensen compreendeu que eles passariam
muito tempo dentro do carro (para ir ao trabalho) e que o milk shake alimentava ao
mesmo tempo em que proporcionava uma distração durante o trajeto, já que é um
produto que demora mais para ser consumido. Além disso, é mais prático e higiênico
que os donuts e outros comestíveis, uma vez que não suja as mãos de quem está no volante.


Com base nesses insights, o McDonald’s passou a produzir milk shakes mais densos (para que durassem ainda mais tempo), o que aumentou significativamente as vendas deste produto.

Para uma startup (organização que busca um modelo de negócio escalável e que costuma mudar mais frequentemente de estratégia), entender com exatidão as motivações do seu público é essencial na definição de qual problema ela irá resolver pois é isto que lhe permitirá inovar rapidamente e com soluções focadas no que verdadeiramente move as pessoas.

Saiba mais:
Clayton Christensen – website oficial de Christensen.
Customer Segmentation Is Soured by Milkshake Marketing – artigo de Tony Ulwick que questiona a teoria de Christensen.
Artigo da Forbes (em inglês) que apresenta seis passos indicando como podemos colocar esta metodologia em prática.

Alex Anunciato
*Consultor de Marketing e Comunicação Digital
anunciato@gmail.com

Faltam poucos dias para 2040

ceolab-beia-olhospor Beia Carvalho*

Sou uma viajante inveterada. Viajantes inveterados andam pelo mundo e por suas mentes. Nunca param. Vagam.

Minhas aventuras começam sempre com uma imagem. Uma vez, era uma criança muito negra, num maiozinho pink contra o mar caribenho de Tobago. Não resisti. Fui. Deslumbrante. Outra vez, uma barcaça nas lagoas das Alagoas, de São Miguel dos Milagres. Voltei muitas vezes, antes da muvuca.

Nada teve o impacto da primeira e mais forte imagem, que marcou toda a minha vida: Fisherman’s Wharf, em São Francisco, estampada no antigo caderno de Turismo do Estadão, com a manchete: “São Paulo-São Francisco por terra”. Fui. Fui mais longe. De lá, cruzei a costa leste, New York, e continuei a leste: Londres, Paris, Toulouse, Barcelona, Veneza, Roma e as cidades imperiais do Marrocos.

Há 3 meses, quando recebi o convite dos futuristas de Londres para participar da conferência Antecipando 2040, a imagem que veio foi a de um avatar. Tanto os americanos quantos os russos acham que teremos avatares a partir de 2040.

A viagem para Londres começou a pintar na minha cabeça. Não só porque conheço e admiro o trabalho dos London Futurists e participei do encontro no ano passado (Antecipando 2025), mas pela beleza e altruísmo do tema principal: “Teremos abundância e justiça social em 2040?”

A princípio, encuquei: por que este pulo em apenas 1 ano, de 2025 para 2040? Refleti um pouco. Acredito que as grandes mudanças, que vão deixar todos nós de cabelo em pé, acontecerão nos próximos 5-10 anos com reflexos nos 10 seguintes. As grandes mudanças em nano-bio-green-info-digital-robotecnologia já são o presente para os futuristas. A pergunta que fica é: o mundo será melhor para os seus habitantes? O que podemos fazer para que haja abundância igualitária em 2040? – e não apenas para os mesmos alguns, como tem sido.

O tema é fantástico! Não há nada remotamente parecido em nosso país. Será apenas 1 dia. Mas que dia! Um dia inteiro com 11 das mais fantásticas cabeças pensantes sobre o futuro. São doutores e pós-doutorandos – não apenas acadêmicos, como no Brasil – que trabalham ou trabalharam nas mais importantes empresas do mundo. Um exemplo é Stephen Minger, que foi cientista chefe da GE Healthcare Life Science. Estão conectados com o mundo, com a sociedade, com a economia. Longe de abortados da vida, enclausurados num mundo acadêmico. E se sentindo seres superiores às empresas privadas; como se uma associação com a economia significasse vender a alma ao diabo.

Os assuntos vão de terapias com células-tronco, futuro da alimentação, da impressão 3-D, a transformação da educação e de maneiras para evitar retrocessos potenciais da tecnologia visando ao bem-estar da humanidade. Teremos justiça social em 2040?

Viajantes inveterados sonham, devaneiam, pesquisam. E chega uma hora em que a viagem precisa virar realidade. A imagem que me veio foi: CROWDFUNDING.
Pesquisei e estou aqui “experienciando” esse formato que, até o momento, só me trouxe alegrias e deliciosas vibrações. Essas são as emoções catalizadoras, que sempre nos empurram em direção a objetivos.

Na 1ª noite de vida do projeto, num lançamento ainda bem reservado, meu grande amigo Ricardo Santos me ligou para dizer que vai interceder a meu favor para conseguir as passagens de ida e volta pela British Airways. Durante o dia seguinte, nas redes sociais, todo o tipo de apoio e acolhimento. Na noite posterior, a mensagem virtual de um jovem fã carioca, que recentemente conheci: “Estou imbuído da missão de te ajudar a conseguir esse patrocínio pra ir a London… =]”. Agradeci e ele prosseguiu: “vc fez muito por mim… sem saber… rs”.

Optei pelo CROWDFUNDING tudo ou nada. Ou arrecado tudo e vou para a Conferência 2040 ou as contribuições serão devolvidas. Não tenho certeza de nada. É minha 1ª vez. Estou prototipando. Digo que sou uma treineira de crowdfunding. Espero aprender junto com todos sobre esse recurso da nova Era da Colaboração e da Inteligência em Rede. Quer vir comigo?

Se sua empresa quer dar uma espiada em 2040, pode ser uma grande oportunidade. Segue o Projeto de Crowdfunding para levar a palestrante futurista e repensadora Beia Carvalho a Londres no dia 3 de outubro de 2015:
http://www.kickante.com.br/campanhas/quer-dar-uma-espiada-em-2040

Sou uma viajante inveterada. Futuristas são viajantes. Suas mentes nunca param. A minha está em Londres futurando 2040.

Notas:
Assuntos da Conferência

  • Oportunidades para acelerar e distribuir tecnologias benéficas;
  • Como evitar retrocessos potenciais da tecnologia para o bem-estar social, meio ambiente e valores da humanidade;
  • Como transformar a educação para colocar mais foco nos desafios provocados pela convergência de tendências disruptivas;
  • Capacitação da inovação proativa para o bem comum;
  • Promoção de métodos científicos, racionais, para a tomada de decisões;
  • O papel positivo das tecnologias descentralizadas;
  • Transformação das democracias a partir da sabedoria de todas as sociedades para servir às necessidades genuínas de todos, em vez de perpetuar o establishment atual;
  • Resultados das iniciativas de políticas transhumanistas na Europa.

Alguns dos 11 palestrantes

  • O fantástico Rohit Talwar, CEO da Fast Future;
  • Stephen Minger, ex cientista-chefe na GE Healthcare Life Science, sobre as terapias com células-tronco;
  • Karen Moloney, diretora da Moloney Minds, sobre o futuro do homem e da mulher;
  • Diana S. Fleischman, da Universidade de Portsmouth, sobre o futuro da alimentação – um mapa para a carne in vitro;
  • Waldemar Ingdahl, diretor do think tank Eudoxa, sobre o futuro da impressão 3-D e outras tecnologias descentralizadas;
  • Steve Fuller, do departamento de Sociologia da Universidade de Warwick, autor de Humanity 2.0, sobre justiça social em 2040.

O retorno do patrocínio para sua empresa
Na cota Master, o valor do investimento é de R$ 9.999, com muitas recompensas: 2 palestras gratuitas, 50% desconto nas próximas 2 palestras, acesso às 10 pílulas mais relevantes logo após o evento e 100 caixas kraft Cápsulas do Tempo. Daí pra frente, há as cotas especiais e contribuições que vão até R$ 10 – todas com recompensas descritas no site.
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*Palestrante futurista
beia@5now.com.br

4º Hackathon – Maratona de Programação do Comitê Acelera FIESP (CAF)

Com informações da Comissão Organizadora do 4º Hackathon CAF / FIESP - http://hotsite.fiesp.com.br/hackathon

Fonte: http://hotsite.fiesp.com.br/hackathon

Por Alex Anunciato*

Inscreva-se você também na 4ª edição do Hackathon organizado pelo Comitê Acelera FIESP (CAF).

Este evento ocorre entre os dias 22 e 24 de Agosto de 2015 e pretende reunir designers, programadores e outros profissionais do universo de tecnologia e inovação para uma maratona de programação, criatividade e empreendedorismo.

O tema deste ano será: Economia Compartilhada e Colaborativa.

As ações terão como foco 3 categorias:

• Consumidor Consumidor Final
• Cadeia Produtiva
• Social

Você pode obter todas as informações sobre o Hackathon, conhecer o regulamento e se inscrever diretamente no hotsite oficial do evento.

• Hotsite: http://hotsite.fiesp.com.br/hackathon
• Facebook: http://facebook.com/pages/ComitAA-Acelera-FIESP/579969555477500
• Instagram: http://instagram.com/acelerafiesp

Com informações da Comissão Organizadora do 4º Hackathon CAF / FIESP.

*Consultor de Marketing e Comunicação Digital
anunciato@gmail.com

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