Hora de pensar em movimentos na carreira

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Por Maria do Carmo Tombesi Guedes Marini*

A economia está dando sinais positivos mesmo que ainda pequenos. Você, que ficou insatisfeito, mas meio paralisado no seu emprego, com medo de perder e ficar sem alternativas, tem agora um momento de alívio e pode pensar melhor no que quer e pode fazer.

Possivelmente seus planos contemplam um crescimento, mudança de função, ou mesmo de empresa. Ou talvez você esteja pensando apenas em sentir-se mais feliz com o que faz, mais realizado. Pode ser mesmo que descobriu que precisa integrar melhor sua vida pessoal com a profissional, estar mais presente para sua família ou para seus sonhos.

Independente da razão que está mobilizando você no momento, você é responsável para fazer as mudanças que sua vida está pedindo. Se não levantar da cadeira e começar a agir, dificilmente alguém vai cuidar de suas questões. Então, comece a fazer as perguntas certas para você mesmo.

Quem sou eu?
No que eu sou bom?
O que me traz satisfação?
O que o mercado precisa e eu posso oferecer?

Se precisar de ajuda, busque. Muitas vezes obtém-se mais clareza quando pensamos com alguém mais, especialmente se for uma pessoa especializada e séria. No entanto, se você apenas obtiver as respostas a essas perguntas, verá que elas poderão ajudá-lo a melhorar seu desempenho, ampliar os resultados positivos que você possa atingir e levá-lo com mais facilidade a um momento de maior realização.

Maria do Carmo Tombesi Guedes Marini
*Consultora de Desenvolvimento de Pessoas e Coach
carmo@executivasechiques.com

Quem disse que CEOs não enfrentam dilemas?

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Por Paulo Henrique Ferro*

Estar na posição de CEO ou de empreendedor, não é tarefa fácil.
A complexidade de seu papel e a capacidade de influenciar as variáveis internas e externas de uma organização, exigem uma visão mais ampla de suas atribuições.

Estar no comando confere aos executivos o poder para influenciar a resolução dos problemas da organização. No entanto, administrar a multiplicidade de cenários e as aparentes contradições na tomada de decisão, requer velocidade e pensamento estruturado.

De fato, organizar e adequar as ideias parece óbvio, mas a dinâmica do cotidiano não é tão simples assim. A agenda e o ritmo intensos podem privar o executivo de reflexões mais elaboradas além de levar ao característico isolamento da posição. Por outro lado, os limites inerentes ao tempo e ao conhecimento dos executivos, significa que há a necessidade de influenciar as equipes por meio do contato indireto, com o apoio da estratégia adotada e dos processos organizacionais eficazes.

Um estudo da Harvard Business School, publicado em julho/agosto deste ano, mapeou a agenda de 27 CEOs de grandes companhias americanas durante três meses. Conduzido pelo professor , Michael Porter, e pelo reitor , Nitin Norhia, o estudo aborda a gestão do tempo e propõe seis dimensões que indicam como os executivos exercem influência.

Segundo os autores, gerenciar o tempo e as agendas representa uma das características mais importantes das responsabilidades de um executivo nas suas atribuições: estabelecer equipes de confiança e delegar tarefas. Em contrapartida, os dilemas sobre algo que pode ser feito ou pensado de forma diferente nessas dimensões, continuam presentes. E a pergunta é: como analisar e fazer a melhor escolha?

O estudo apontou que 61% dos entrevistados revelaram que gastam mais tempo no contato direto com as equipes. Essa interação permite ao executivo exercer influência e aprender o que realmente está acontecendo, para delegar e agilizar suas agendas. Ainda assim, os dados sobre o uso do tempo revelaram que executivos precisam aprender a gerenciar melhor a sua influência direta e indireta.

O estudo aponta que os executivos exercem influência baseando-se nas seis dimensões: Direta X Indireta (decisões e prioridade);
Interno X Externo (equipe e apoio); Proativa X Reativa (visão e propósito); Alavancagem X Restrições (influência e recursos); Tangível X Simbólico (decisão e valor) e Poder X Legitimidade (autoridade e resultado).

Ao examinar o papel do CEO foi identificado que cada uma das seis dimensões, envolvem uma dualidade – uma aparente contradição a que os autores se assemelham ao yin e ao yang – que eles devem gerenciar conjuntamente para serem eficazes.

Acessar esses domínios e ter consciência do que está em jogo, é um passo importante e um avanço na carreira de um CEO. Um pensar sólido depende não só da formação e experiência, mas do seu modo de agir.

Para treinadores e mentores, as dimensões propostas no estudo fornecem uma estrutura útil para analisar como os líderes gerenciam seu tempo.
No entanto, o principal benefício de estar atento à essas questões é o aumento da consciência. Isto, por sua vez, pode levar a melhores decisões sobre o uso do tempo e influência.

Por fim, orquestrar toda essa complexidade é uma tarefa que pode contar com o apoio de mentores como sounding partners, ou como alguém que agrega valor por meio de suas experiências e conhecimentos.

Nas próximas edições voltaremos nosso olhar para cada uma das seis dimensões.
Até a próxima!

Paulo Henrique Ferro
*Mentor, Coach, Mediador Organizacional e Consultor em DO no CEOlab.
paulo.ferro@ceolab.net

Criatividade, empatia e coragem são as habilidades do futuro – Parte III

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Por Maria do Carmo Tombesi Guedes Marini*

Fechando o ciclo das habilidades essenciais do futuro, que tal falarmos de coragem? Afinal, o que é coragem e por que é uma habilidade importante?

Coragem é a capacidade de agir apesar do medo, do temor da intimidação e da dificuldade em reconhecer o erro. É necessária para pessoas que precisam ir em frente, para aquelas que precisam tomar decisões – e quem não precisa, mas especialmente para aquelas que devem conduzir pessoas na busca de um objetivo comum.

Coragem é o início de tudo, pois é a base o que faz e fará a diferença nos anos que virão. Se você pensar na inovação, que envolve a criação de idéias inovadoras, precisa lembrar que essas ideias normalmente desafiam a tradição. Para desafiar a tradição, é necessário coragem.

A liderança exige tomadas de decisão muitas vezes duras, que contrariam outras pessoas. A liderança exige coragem. Reconhecer o erro, corrigir, recomeçar, tudo isso exige coragem e, se você não for capaz de fazer essas três coisas, possivelmente não terá flexibilidade.

E a boa notícia é que, apesar de ser contrário à crença popular, a coragem é uma habilidade que pode ser aprendida, resgatada, exercitada, reforçada. Todos têm a capacidade de ser corajosos, a diferença está apenas na forma com que a manifestam.

Você pode ser aquele corajoso que tem iniciativa, sem medo de fazer tentativas, mesmo que muitas sejam frustrantes. Você é o tal pioneiro corajoso!

Ou você pode ser aquele que deposita confiança nos outros, sem a necessidade de controlar todas as situações, sem sentir-se incerto quando a iniciativa não é sua. Ah, você é o corajoso confiante e seguro.

E você pode ser aquele que é capaz de se levantar no meio de uma multidão ou de um grupo e dizer não àquelas ideias nas quais não acredita, àquelas ações que podem prejudicar um grupo ou mesmo uma única pessoa. Então você é o corajoso herói, defensor de causas nas quais acredita.

Enfim, coragem tem diversas faces, basta você ser capaz de reconhecê-las. Se você for capaz de saber o que o está limitando, será mais fácil encontrar a coragem para enfrentar.

O medo é um dos melhores convites à coragem, basta aceitar o medo que o paralisa e resolver superá-lo. Pequenos medos podem ser enfrentados para exercitar sua coragem e, quando você menos espera estará enfrentando monstros. Analise seus medos e ache aqueles pontos mais fracos de cada situação e vá enfrentá-las.

Comece sendo sincero com você mesmo a respeito de seus medos, não invente desculpas para escondê-los, nem para você nem para os outros. Se você conseguir pensar no que pode ganhar sendo corajoso em vez do que pode perder continuando com medo, certamente terá mais motivação para enfrentar.

Lembre-se que ser corajoso não é fazer tudo sem pensar. Ser corajoso implica em avaliar as reais consequências das decisões, ponderá-las de acordo com as próprias prioridades e com aquilo que estamos dispostos a perder para ganhar. Muito importante, também é avaliar os efeitos dessas decisões sobre as pessoas que nos rodeiam.

Todos ganham com pessoas corajosas por perto. Com menos medo e mais coragem, os profissionais são capazes de assumir projetos mais complexos, lidam melhor com a mudança e falam com mais segurança sobre questões importantes ou conflituosas. Profissionais corajosos tentam mais, confiam mais e compartilham mais ideias e experiências. Coragem, cada vez mais, é uma habilidade fundamental para enfrentar o futuro.

Maria do Carmo Tombesi Guedes Marini
*Consultora de Desenvolvimento de Pessoas e Coach
carmo@executivasechiques.com

Criatividade, empatia e coragem são as habilidades do futuro – Parte II

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Por Maria do Carmo Tombesi Guedes Marini*

Num mundo em que teremos que viver não apenas com nossos semelhantes humanos, mas com robôs e trans-humanos, empatia passa a ser uma habilidade obrigatória para quem sabe que colaboração será fundamental para encontrarmos saídas para a humanidade.

E, afinal, o que é empatia? Empatia é uma capacidade psicológica de colocar-se no lugar do outro, compreender sentimentos e emoções que possam estar sendo vivenciados por outra pessoa. Significa ser capaz de realmente ouvir o que o outro tem a dizer com total atenção, interpretando não apenas a fala mas os gestos não verbais que a pessoa lhe traz. Significa também demonstrar, confirmar que está compreendendo os sentimentos e aflições do outro.

A empatia é o que leva as pessoas a colaborar umas com as outras, a construir juntas. Auxilia na compreensão de comportamentos, ideias, sonhos, a maneira que o outro toma as decisões e o que é negociável ou não.

Ser empático é se identificar com outra pessoa, ser capaz de imaginar o que ela está pensando ou sentindo a respeito de um assunto ou circunstância. É algo extremamente poderoso para líderes ou para pessoas que trabalham em colaboração com outras. Quanto mais empáticos forem os componentes de um grupo, mais fácil e melhor sucedido ele será.

E se você não desenvolveu ainda essa capacidade? Bem, existem maneiras de se tornar mais empático. A primeira coisa a fazer é se tornar mais flexível e aberto a pessoas e coisas que têm características diferentes das suas. Busque diferenças e treine conviver com elas e perceber no que elas se diferenciam de você. Veja com curiosidade e tolerância, sem reprovar.

Tente ser agradável, mesmo em circunstâncias que não sejam muito a sua cara, pense no quanto o momento pode estar sendo apreciado pelo outro. Obviamente você não precisa obrigar-se a gostar de música funk só para agradar seu amigo, mas tente relaxar e ficar ao lado dele mesmo assim. Se ele souber que você não gosta e mesmo assim está ali com ele, provavelmente vai sentir-se feliz em ir com você ao balé.

Deixe de lado conceitos e palavras que fazem sentido somente para você e especialmente suas verdades absolutas, mesmo porque elas não são reais. Esforce-se para transmitir a essência por trás das palavras, mesmo que tenha que adaptar sua linguagem para a compreensão do outro. Confirme se ele entendeu e se não, repita de outra maneira a mesma ideia.

Lembre-se que a chave para um processo empático acontecer é a confiança que você tem em si mesmo e no outro. Sem confiar, sabendo que você possui suas forças e fraquezas e o outro também não tem como estabelecer uma relação verdadeira.

Como você pode concluir dessa conversa toda, o primeiro passo para estabelecer boas relações e construir alianças sólidas capazes de garantir um futuro mais produtivo é o respeito aos outros seres humanos. Sem ele viveremos em guerra permanente e em direção ao fim da nossa civilização.

Maria do Carmo Tombesi Guedes Marini
*Consultora de Desenvolvimento de Pessoas e Coach
carmo@executivasechiques.com

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