Netflix cria ação de divulgação com conteúdo interativo por meio de bots no whatsapp

bots
Por Alex Anunciato*

O Brasil é um dos países que mais utilizam whatsapp em todo o mundo. Desde o ano passado a empresa começou a liberar a criação de chatbots em sua plataforma. Chatbot é um software que simula uma conversa humana em um chat o que permite a automação de diversas ações repetitivas e novas formas de interação. As pessoas já podem se comunicar por este meio com diversas marcas como, por exemplo:

Bradesco: 11 3335-0237
Habibs: 11 3003-2828
Netflix: +1 408 669-4229

Em maio de 2019, no lançamento da série Dilema (drama estrelado por Renée Zellweger), a Netflix foi além e criou uma ação que envolve o desenvolvimento de 4 chatbots (com 4 diferentes números de celular, cada um com seu conteúdo interativo e representando um personagem específico).

Eu pertenço a alguns grupos de WhatsApp (sobre diversos temas como Marketing, Conteúdo, Growth, Estratégia Digital, UX, Inteligência Artificial, Branding, dentre outros) e, no último sábado, dia 25/05, recebi o contato de “Angela” (um bot da Netflix). No mesmo dia iniciei uma conversa com o chatbot. :)

É legal observar que a marca se preocupou em preencher alguns dados no perfil de “Angela” de modo a deixar claro que se trata de uma conta comercial, com seu devido endereço físico e website oficial.

netflix-bots-chatbots-what-if-acao-dilema-angela

(esse mesmo cuidado se repete nos outros 3 perfis)

Abaixo, os textos e emojis sobre o fundo verde foram enviados por mim. O conteúdo sobre o fundo branco foi enviado pelo chatbot Angela:

netflix-bots-chatbots-what-if-acao-dilema-01

netflix-bots-chatbots-what-if-acao-dilema-01

netflix-bots-chatbots-what-if-acao-dilema-01

netflix-bots-chatbots-what-if-acao-dilema-01

netflix-bots-chatbots-what-if-acao-dilema-01

netflix-bots-chatbots-what-if-acao-dilema-01

netflix-bots-chatbots-what-if-acao-dilema-01

netflix-bots-chatbots-what-if-acao-dilema-01

netflix-bots-chatbots-what-if-acao-dilema-01

netflix-bots-chatbots-what-if-acao-dilema-01

Muito inteligente a forma como o perfil de Angela compartilha, ao final, o link da série e os outros 3 perfis.

Não testei todos eles mas é provável que cada perfil tem sua programação específica, de acordo com a personalidade e história de cada personagem.

Esta estratégia de conteúdo está bem alinhada com a persona da marca Netflix e até o mesmo com o tema da série Dilema. Ponto pra Netflix.

O uso de chatbots é uma tendência em alta pois automatiza muitas tarefas, reduz custos de atendimento, atrai a curiosidade das pessoas e, quando bem produzido, gera mídia espontânea e positiva para a marca.

Uma hora após meu último envio uma nova mensagem de “Angela” pede para que eu compartilhe seu número (5511932440819) com meus amigos. Dessa forma todo o conteúdo planejado vai se tornando viral. Foi assim que chegou até mim. Talvez assim também chegue até você. :)

Alex Anunciato
*Consultor de Marketing e Comunicação Digital
anunciato@gmail.com

Como empresas e executivos estão lidando com as transformações do mundo empresarial atual?

Neste vídeo do PGA – Programa de Gestão Avançada da Fundação Dom Cabral Ronaldo Ramos, fundador do CEOlab, fala sobre os desafios que as transformações e as incertezas trazem para as organizações no contexto atual.

Siga o CEOlab nas redes sociais:

LinkedIn: http://linkedin.com/company/ceolab
Facebook: http://facebook.com/ceolabco
Slideshare: http://slideshare.net/ceolab
Website: http://ceolab.net

 

Previdência – Proposta fraca e atrasada

photo-by-simon-wijers

Por Alexandre Caldas*

Lembro que na década de 90 boa parte dos países já trabalhava para mudar a idade mínima da aposentadoria para 65 anos. O Brasil perdeu o bonde e, passados quase 30 anos, vê que a sociedade ainda tem dificuldade em aceitar que é preciso trabalhar alguns anos a mais para garantir benefícios a todos. Continuamos insistindo culturalmente em não trabalhar um pouco mais. Não é ir até os 80 anos no mercado de trabalho. Mas com essa proposta, muitas pessoas ainda vão se aposentar com cerca de 55 anos. Isso é muito pouco, mesmo considerando categorias como exército e policiais.

A proposta iniciada em 1995 e aprovada só em 1998 previa mudanças que tivessem efeito no longo prazo, mas a desidratação foi tão grande durante as negociações no Congresso Nacional que o resultado caiu para metade. Queríamos uma reforma para ter economia para 20 anos ou 30 anos. A que conseguimos aprovar teve efeito por uns dez anos. Houve um desgaste muito grande no Congresso, naquela época.

Avaliando a realidade atual é natural que esse tipo de proposta sofra uma desidratação de 30% a 40%. No entanto, dada a situação das contas públicas, será um desastre se essa magnitude de corte ocorrer na atual proposta.

A proposta inicial é muito boa, mas não houve negociação prévia e por isto se optou por uma proposta abrangente. Será relevante, partir de agora, aprovar esta mesma proposta durante o processo negocial.

Entendo que seja uma proposta que já chega fraca e atrasada. A idade mínima proposta é de 65 anos para homens e 62 para mulheres, mas com uma regra de transição de 12 anos. Vamos demorar para chegar a idade que quase todo mundo já pratica há 20 anos.

Alexandre Caldas
alexandre.caldas@ceolab.net

Mediação através de Conversas Eficazes

photo-by-dylan-gillis-cc0

Por Paulo Henrique Ferro*

O ritmo acelerado das transformações tecnológicas, aliado ao grau de qualificação e sofisticação exigido pelos modelos digitais, tem despertado uma preocupação nas relações profissionais e pessoais, pelo fato de a tecnologia estar eliminando ou invadindo algumas áreas de atuação, que até então eram dominadas exclusivamente pelos seres humanos.

Um dos principais fatores que tem despertado essa atenção são os conflitos gerados pela pressão e a crescente competitividade do ambiente de negócios, ocasionando dificuldade e tensão nas relações tanto no âmbito profissional, como no pessoal.

Sabemos que os conflitos fazem parte de nossa realidade e por várias razões , dentre elas podemos destacar; expectativas mal calibradas, interpretações não realistas, mudanças contínuas, comunicação deficiente, políticas e princípios de gestão, diferenças culturais, divergências de opinião entre outras.

Diante desse cenário, a Mediação por meio de “Conversas Empáticas” e “Metodologias Estruturadas”, vem trazendo avanços importantes para as organizações no tratamento de dinâmicas “tóxicas” ou até mesmo de relações conflitivas.

A Mediação é uma abordagem que visa lidar com situações de conflitos ou mesmo de impasse ou “travamento” das relações, e objetiva facilitar a conexão entre as pessoas estimulando-as a encontrar caminhos que as levem a situação do “ganha-ganha”.

Geralmente, este trabalho conta com a ajuda de uma terceira pessoa, externa a questão, imparcial, formada e preparada e com experiência em Mediação.

Está cada vez mais claro que os processos que envolvem as relações carecem de uma estruturação. Sem esta estruturação as relações podem se tornar improdutivas, trazendo consequências imprevisíveis em função das características complexas do ser humano. Isso dissemina muitos mal entendidos e desacertos, que causam discussões inócuas, desentendimentos e polarizações.

A Estruturação de conversas eficazes devem sempre apontar para um objetivo, a Mediação trabalha em dois pilares fundamentais para se alcançar estes objetivos:

  • Empatia
  • Autenticidade

A Empatia é o canal da conexão, genuína, corajosa e sincera. Ela tem um papel central nas relações à medida que promove a equalização de uma série de sentimentos que habitam nos envolvidos. Porém polaridades presentes no pensar do litigantes, quando intensificadas, podem disparar emoções e reações fortes a ponto de desconstruir o diálogo produtivo. Há que se perceber este momento, pois certas pessoas em determinado momento traz uma carga emocional elevada para o espaço de discussão, ela não está preparada para escutar. O aconselhável em tal situação é deixá-la falar. Isso pavimenta o caminho para que em um segundo momento a conexão com empatia se estabeleça.

Entretanto, há uma armadilha nesse processo. A escuta. “Escutar para responder”, é um viés muito comum, diferente da escuta empática, que traz um outro conceito: “escutar para compreender”. A escuta genuína, interessada pode ser percebida no ar, através de sinais, gestos ou mesmo por meio de sons monossilábicos de compreensão, que indicam uma escuta interessada. Na escuta empática centramos nossa atenção na necessidade do outro, e interagimos a partir dele e não a partir de nós.
De uma maneira geral existem dois tipos de pessoas quando falamos em interações. As que têm mais impulso para falar e se sentem autênticas sendo assim, e aquelas que têm menos propensão para falar, achando que irão promover ou alimentar conflitos fazendo intervenções.

É importante frisar que o ser humano possui as duas naturezas, porém uma predomina. Na verdade, esses dois tipos são extremos. São polaridades que algumas vezes têm ligação com a personalidade da pessoa.

Lá na essência da autenticidade está o aprendizado de se expressar a partir e a favor de suas necessidades (o que pode parecer egoísmo mas não é). De se expressar de forma clara, tranquila e genuína. Vários trabalhos na área da psicologia indica que os sentimentos são sempre expressões conectadas com as nossas necessidades. Nossas necessidades atendidas ou não, são a raiz dos nossos sentimentos. Os fatores externos, normalmente considerados os causadores dos nossos sentimentos, são apenas estímulos. Isso muda sobremaneira a direção do nosso olhar quando trabalhamos conflitos. Olhar para nossos sentimentos é olhar para o interior. É olhar para o que está faltando, o que completa, o que necessita e não olhar para alguém ou para algo que está fora de mim.

As conversações e interações entre pessoas são complexas. Não só pelo fato de integrar pessoas que por si têm um alto nível de complexidade, mas também por envolver um composto de variáveis sensíveis e delicadas; comunicação, comportamento, personalidade e vários aspectos da natureza humana, que quando aliados ao ambiente externo, tornam as dificuldades ainda maiores.

Marshall Rosenberg, o integrador dos conceitos e pensamentos da Comunicação não violenta diz: “Estou convicto de que todas as análises de outros seres humanos são expressões trágicas de nossos valores e de nossas necessidades”. O trágico fica por conta dos rótulos e da falta de compreensão.

Temos sido moldados por um pensamento o qual o ser humano é eminentemente competitivo e egoísta, o que não é uma verdade absoluta, O viés colaborativo e compassivo é uma característica que está permeada por todas as culturas. O que ocorre é que a estas características não se dá muito valor e visibilidade (por motivos que não cabe aqui discutir).

Não expressar as nossas necessidades nos leva a ficar dependentes da opinião dos outros para fazer escolhas. É fundamental ser você. A verdadeira libertação emocional acontece quando são estabelecidos limites e o reconhecimento das necessidades do outro. Simplificando; abandonar a linguagem da culpa e adotar a linguagem da necessidade.

Quando mediamos, em geral o conflito já está instalado e outras dimensões emergem e entram em jogo. Há situações conflitivas que requerem um mediador com formação e larga experiência, dada a complexidade (chamados conflitos quentes). E outras, que requerem apenas a habilidade de desenvolver uma “conversa de ajuda” (chamados conflitos frios). Para um CEO ou alto dirigente de empresa ter presente o valor da abordagem da mediação poderá ser de grande valia principalmente para, de maneira preventiva, conduzir temas por caminhos que se desviam do conflito ou da relação tóxica.

Nos próximos artigos falarei sobre os obstáculos para a empatia, o processo eficaz da comunicação e os passos que compõem a Metodologia de Mediação Organizacional.

Fecho este texto com as palavras de Marshall Rosenberg;
“Por trás de todo comportamento existe uma necessidade”.

Paulo Henrique Ferro
*Mentor, Coach, Mediador Organizacional e Consultor em DO no CEOlab.
paulo.ferro@ceolab.net

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...