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As redes sociais como ferramenta profissional

Rede-sociais

Image courtesy of Danilo Rizzuti at FreeDigitalPhotos.net

Por Maria do Carmo Tombesi Guedes Marini*

As redes sociais são uma realidade inquestionável. Pessoas de todas as idades estão presentes nelas, que constituem uma das inovações mais fantásticas para a reunião de contatos que a Internet nos ofereceu. Elas proporcionam diversos tipos de interação, inclusive profissionais, e passaram a ser um importante mecanismo de busca de pessoas e empresas.

O LinkedIn é a rede social mais importante para a sua carreira, um excepcional palco de oportunidades on-line no mundo corporativo. É um espaço virtual em que se estabelecem relações formais entre candidatos e empresas, o que significa que tanto o seu perfil quanto o conteúdo publicado nele devem ser estruturados e capazes de passar a imagem daquele profissional que você pretende ser. A presença no LinkedIn é um complemento significativo para o seu currículo, por ser um dos canais mais importantes para o networking profissional na Web.

Redes de relacionamento agregam oportunidades de emprego, negócios e informações para o desenvolvimento profissional, além de revelarem o comportamento e a opinião das pessoas. Por isso, cuidado. O Facebook é a maior rede social atualmente, e as empresas vasculham tudo sobre candidatos para vagas em aberto. Evite publicações que possam constrangê-lo, fotos inadequadas ou piadas pesadas. Para coisas mais íntimas, crie categorias de compartilhamento no seu perfil restritas aos seus amigos ou use o WhatsApp. Uma forma de aproveitar essa rede de maneira eficaz é participar de grupos de interesse comum. Assim, é possível ampliar seus contatos e obter informações de mercado.

Entrevistas que fiz com alguns recrutadores dão conta que pelo menos a primeira busca é feita pelo LinkedIn. Então, antes de ter a oportunidade de “vender-se” pessoalmente em uma entrevista, necessariamente terá que apresentar-se virtualmente. O mesmo vale para o Facebook, rede que as empresas usam para eliminar candidatos que demonstrem comportamento inadequado. Os head hunters também acessam o Twitter e o Instagram, na tentativa de saber mais a seu respeito. Estando presente nessas outras redes, é importante ter um perfil compatível com a imagem que você quer tornar pública.

De acordo com Miltom Beck, do LinkedIn, há cerca de 50 mil empresas atualmente conectadas na rede. Você pode imaginar que, diante do universo de profissionais presentes nela – 18 milhões só no Brasil –, achar a pessoa certa para uma vaga é uma questão complexa, e diferenças aparentemente sutis podem determinar a escolha.

Local de residência, grau de escolaridade, cargo ou senioridade, universidade onde estudou, porte do empregador atual, número de anos passados na empresa são informações que o recrutador vai usar para identificar quem o interessa. É importante também que você enriqueça seu perfil com outros dados relevantes sobre sua trajetória profissional, projetos em andamento e ambições.

Invista tempo e reflexão para escrever seu resumo. É necessário mais que uma lista de posições que ocupou durante sua carreira. O importante é falar de suas vitórias, dos resultados significativos que alcançou e das grandes empresas para as quais prestou serviços. Mais do que isso: fale do que está fazendo agora.

Você pode usar o campo “Causes I care about” para abordar seus interesses sociais, mas seja cauteloso. Melhor falar de suas próprias atividades de voluntariado, preocupação com a natureza e com o bem-estar de pessoas. Se conseguir uma identificação com um recrutador, isso pode facilitar sua conversa.

Busque recomendações significativas, de líderes e formadores de opinião. Siga as empresas que lhe interessam, aquelas em que você se sentiria bem trabalhando. Informações dessas corporações podem ser essenciais se for procurado por um head hunter – ter conhecimento delas demonstra interesse.

Lembre-se que existem centenas de outros candidatos com o mesmo grau de educação, experiência profissional e habilidades relacionadas ao trabalho. Portanto, mostre aquilo que o diferencia, que o torna único.

Ter muitas informações não resolve tudo. Outros pequenos detalhes podem ser importantes. Gaste um tempo – e talvez algum dinheiro – para ter uma boa foto em seu perfil. Pesquisas indicam que a imagem aumenta suas chances de receber um click na rede. Deve transmitir profissionalismo – nada de foto com outras pessoas, na praia ou com um copo de vinho (a menos que você trabalhe com isso).

Você também pode criar uma URL personalizada para o seu perfil, que irá ajudá-lo a subir ao topo dos resultados de pesquisa no Google. Basta editar nas suas configurações, tornando seu perfil público. Por exemplo: www.linkedin.com/in/mariadocarmomarini

Sempre é bom tentar manter relacionamento com recrutadores, mesmo que não esteja procurando emprego. Esse tipo de networking poderá ser útil para você num momento futuro ou para ajudar algum amigo ou colega.

Se a equipe do recrutador for mais detalhista, sem dúvida vai analisar seus posts. Então, demonstre toda a sua versatilidade social, cultural e intelectual. Cuidado para não exagerar e fique atento ao português. O corretor automático prega algumas peças, por isso, revise o que digitou antes de publicar. Compartilhe publicações de interesse, especialmente se forem relacionadas à sua área ou de aspecto social.

Bem, longe de ser um manual de utilização das redes, este texto é um alerta para a importância que elas têm. Além de fonte de entretenimento, funcionam como portas para a evolução profissional. Por isso, aproveite para apresentar seu trabalho e fazer contatos virtuais, usufruindo das oportunidades que a tecnologia oferece.

*Consultora de Desenvolvimento de Pessoas e Coach
carmo@navitasconsult.com.br

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