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Os 12 “sintomas” de que seu programa de mentoria vai bem… E a inequívoca indicação que você deve continuar

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Por Ronaldo Ramos*

1. Tanto o mentor quanto o mentorado aguardam com entusiasmo a próxima sessão… No CEOlab as reuniões de mentoria acontecem a cada duas semanas… Se você sente vontade de ir antes, mas ainda está se preparando, trabalhando nos “insights” anteriores e continua tendo ideias novas, a mentoria está funcionando. E deve perceber que seu mentor está no mesmo pique.

2. O mentorado sente o efeito transformador da mentoria… Na mentoria, as mudanças devem ser imediatas… Você deve sair de cada sessão energizado para realizar e experimentar coisas novas, que vão desde iniciar um novo projeto a fazer mentoria com seus pares e subordinados.

3. O mentorado realiza na prática o efeito transformador da mentoria… O mentorado que se familiariza e interioriza o processo adquire novas habilidades, testa novos caminhos e consolida seus pontos fortes, sempre com foco no resultado imediato.

4. O mentor faz mais do que simplesmente comparecer às reuniões… Seu mentor deve estar engajado, enviar e-mails perguntando como o progresso está acontecendo, indicar leituras, fazer sugestões sobre novas abordagens, enfim, você deve perceber que seu mentor está ligado nas suas questões.

5. Mentor e mentorado trocam feedbacks com frequência… A conversa flui, vocês trocam feedbacks, ajustam as discussões, retornam a temas que não tenham ficado claros, evoluem por novos caminhos.

6. O mentor e o mentorado se sentem à vontade para ter conversas difíceis… Quando o “bicho pegar”, os dois sabem que podem confiar e ter conversas que causam desconforto, saem do lugar comum e abordam temas que “incomodam”. Em outras palavras, existe legitimidade para abordar temas delicados.

7. O mentorado se sente à vontade para interromper e retomar o processo com naturalidade… Muitas vezes o processo de mentoria apresenta altos e baixos, momentos em que o mentorado precisa de mais tempo para digerir as descobertas, ou mesmo para aplicá-las de maneira consistente e observar resultados. Isso faz sentido, e o programa de mentoria precisa se adequar a estas condições. Não há nada de errado em se interromper o processo para uma retomada futura. O mentor também pode sugerir uma pausa para avaliação e reposicionamento.

8. Mentor e mentorado usam e abusam de role playing para experimentar novas estratégias… A ideia da experimentação constante deve estar sempre presente, pois o ambiente é de laboratório e as ideias precisam ser testadas em ambiente controlado para que as dificuldades apareçam. O role playing é uma excelente ferramenta!

9. Mentor e mentorado constróem uma dinâmica de mútuo aprendizado… O mentorado percebe que encontrou sua própria maneira de fazer as coisas, e que não precisa copiar o mentor…

10. Mentor e mentorado se divertem compartilhando erros e acertos… Aqui sim, entra o “fun” da mentoria, onde mentor e mentorado se apropriam dos desafios, das oportunidades, e da força do compartilhamento de experiências únicas mas inspiradoras.

11. Mentor e mentorado percebem a clara aceleração dos resultados positivos… Resultado, resultado, resultado, e quando necessário, reformulação do problema, pois a adaptação constante requer revisão e reposicionamento.

12. O mentor atua como mediador e facilitador em potenciais conflitos e ainda sugere rotas de atuação alternativas… Sim, muitas vezes, e especialmente quando o trabalho é realizado com uma equipe de sócios ou de diretores executivos.

Ronaldo Ramos
*Fundador do CEOlab e professor associado da FDC
ronaldo.ramos@ceolab.net

Um resumo dos benefícios da mentoria – os dois lados da moeda

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Por Ronaldo Ramos*

Como já tivemos oportunidade de abordar em outros artigos, considero a mentoria como uma mistura de ciência e arte, onde o mentor procura inspirar, desafiar e orientar o desenvolvimento de seu mentorado (homens e mulheres CEOs e lideres de negócios) e se conecta para acelerar seu desenvolvimento, aconselha, compartilha conhecimento, erros e acertos, e sobretudo faz perguntas que estimulem a reflexão.

Considero de extrema importância a capacidade de criar um ambiente seguro e de experimentação, onde se estabelece um caminho de duas vias. O processo se torna referencial para a condução de outras relações no ambiente de trabalho e do engajamento nos objetivos e valores da organização caso haja convergência.

O trabalho entre mentor e mentorado objetiva a construção de uma relação de benefício mútuo. Constitui-se em uma parceria entre profissionais, um mais experiente e outro menos, facilitando o crescimento pessoal e profissional do mentorado. O mentor participa, ativo e interessado, no apoio do mentorado para que este atinja seu pleno potencial tanto no desempenho da função atual como nos aspectos pessoais, culturais e de futuro de carreira ou de visão de longo prazo. Também pode ajudar o lider, CEO ou acionista principal a imprimir mudanças culturais e estratégicas para agregação de valor ao negócio.

Neste processo também há ganhos para o mentor, no sentido em que ele possa se envolver no desenvolvimento de alguém, e em direção que permite que ele revisite e compartilhe suas habilidades e experiência, expondo-se também a questionamentos e desafios por parte do mentorado.

Para o mentorado, os benefícios mais comuns são a oportunidade de acesso a alguém que possa fornecer aconselhamento e encorajamento baseado em experiência e referência, conquistar melhores habilidades e conhecimento que podem se transformar em melhores oportunidades de carreira, usufruir de um ambiente onde se podem avaliar sucessos e fracassos, e onde objetivos novos venham a ser identificados. Sem contar as inúmeras dicas sobre o ambiente corporativo e a cultura de distintas organizações!

Os conceitos de inspiração e disciplina estão sempre presentes, juntamente com técnicas de formulação de problemas, validação, diagnósticos e identificação de áreas de conhecimento que serão necessárias no encaminhamento de soluções.

Outros benefícios encontrados frequentemente são o estímulo a utilizar talentos e experiência, compartilhar conhecimento, melhorar a autoconfiança, fazer suas próprias escolhas, o acesso a novas redes profissionais e melhoras em seu repertório geral, horizontalizando o conhecimento e as práticas.

Um caminho que vale a pena experimentar!

Ronaldo Ramos
*Fundador do CEOlab e professor associado da FDC
ronaldo.ramos@ceolab.net

Sozinhos no topo: executivos sofrem solidão imposta pelo cargo

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SOZINHOS NO TOPO: EXECUTIVOS SOFREM SOLIDÃO IMPOSTA PELO CARGO
Troca de experiências oferecida pela mentoria é uma boa opção para se manterem competitivos e saudáveis

A maioria dos executivos sonha em trilhar uma carreira de sucesso e alcançar o mais alto cargo dentro de uma organização. Sem pestanejar, eles traçam seus objetivos individuais e aos poucos vão conquistando seu espaço. Quando finalmente chegam lá, se dão conta que estão sozinhos. E, dentre os inúmeros desafios que a cadeira de CEO lança diariamente, está a solidão do cargo. Sim, porque nesse posto ele até pode compartilhar suas ponderações com alguns membros mais próximos de sua equipe, mas isso não é suficiente para tirá-lo do distanciamento necessário para tomar suas decisões. E essa não é apenas uma percepção, mas um fato. Uma pesquisa do RHR International, de 2012, indica que 50% dos CEOs reportam que experimentam solidão em seus cargos. Desses, 60% acham que isso afeta o seu desempenho. Existe até um termo para isso: “lonely at the top”, ou sozinho no topo.

Diante desse cenário, o que resta para esses executivos é acionar sua rede de contatos formada por executivos de outras empresas. Esses encontros permitem que haja uma troca de ideias sobre situações cotidianas, mas sem o aprofundamento que eles gostariam já que seus interlocutores não são da organização e, portanto, não conhecem os cenários reais.
Nesse sentido, a mentoria apresenta-se como uma importante solução para essa questão da solidão dos CEOS já que o seu mentor, ao longo do trabalho, passa a compreender profundamente todos os aspectos que circundam a rotina de seus mentorados. Além disso, o mentor entende com precisão o sentimento de solidão que muitos enfrentam ao atingir posições de liderança em seus negócios, pois conviveu com este mesmo sentimento ao longo de sua carreira.

Longe da pretensão de ditar regras, o trabalho de mentoria propõe aos executivos uma reflexão sobre quem somos, onde estamos, onde queremos chegar e, principalmente, o caminho para conquistar esses objetivos. A partir dessa premissa, o trabalho de mentoria envolve abordar as histórias de sucesso das organizações e seus líderes, mas também as situações de fracasso. “Sem a pressão do julgamento, o mentorado se permite avaliar e compreender onde e como falhou, e também o motivo pelo qual as habilidades responsáveis por seu sucesso já não funcionam. Ele pode rever suas atitudes e identificar um novo caminho a trilhar”, explica Ronaldo Ramos, especialista no assunto e fundador do CEOlab (laboratório de mentoria para executivos) e do CEOlabshort.

Para esses altos executivos, mais do que avaliar suas condutas corporativas, a mentoria permite uma profunda troca de experiências inerentes ao cargo com alguém que realmente compreende os desafios e a necessidade de acelerar o aprendizado. “A relação de confiança estabelecida ao longo da mentoria é fundamental para que os CEOs possam tirar o melhor proveito possível dessa experiência e manterem-se competitivos e, por que não, saudáveis ao longo da carreira”, explica Ronaldo.

Para ele, o segredo para obter bons resultados é estar aberto às experimentações que o processo de mentoria promove. Para ele, o profissional precisa estar pronto para mergulhar em autorreflexões e autocriticas, nem sempre fáceis. “Reconhecer que o que nos trouxe até aqui não necessariamente nos servirá sempre requer disposição, humildade, disciplina e a mente aberta ao novo”, diz.

Sobre Ronaldo Ramos
Ronaldo Ramos é fundador do CEOlab, laboratório de mentoria para executivos que visa aprimorar práticas de negócios. Além disso, é presidente da Rio Tinto para o Brasil (RT), vice-presidente da Câmara de Comércio Brasil-Canadá, e conselheiro de empresas nos setores de mineração, química e alimentícia. Conselheiro de Administração certificado pelo IBGC, graduado em Engenharia de Produção pela Escola Politécnica da USP, tem cursos de pós-graduação no Brasil e no exterior nas áreas de fusões e aquisições, finanças e gestão de empresas. Especializado em liderança e gestão de equipes multidisciplinares e multiculturais, estruturações societárias complexas e mentoria de executivos e sócios de pequenas e médias empresas.

Contato: ronaldo.ramos@ceolab.net

Sobre o CEOlab
Laboratório para executivos aprimorarem práticas de negócios: Disseminar boas práticas de negócios e disciplinar sua execução por meio de mentoria, aconselhamento, interação direta e inspiradora junto aos executivos de empresas de qualquer tamanho é o propósito do CEOlab, projeto fundado em 2013 pelo executivo Ronaldo Ramos. No laboratório, consultores e conselheiros de renomada carreira desenvolvem solução sob medida para questões específicas de uma corporação. A grande inspiração para o CEOlab partiu do dilema enfrentado pelos executivos em posição de liderança que tomam decisões difíceis, solitárias e tem estas atitudes observadas e replicadas pela equipe, qualquer que seja o estilo de administração.

Website: www.ceolab.net 

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