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Valores globais da nova liderança

Image courtesy of jscreationzs at FreeDigitalPhotos.net

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Por Ronaldo Ramos*

Muitas das inovações tecnológicas utilizadas por nós atualmente foram previstas por autores de livros de ficção e pela indústria cinematográfica. Embora nem todas as visões retratadas tenham se concretizado – como a tão abordada viagem no tempo, que carece de embasamento científico –, algumas estão causando mudanças radicais na sociedade, com acesso a conhecimentos privilegiados.

O Fórum Econômico Mundial já anunciou a classe de Jovens Líderes Globais de 2015. A maioria em seus 30 e poucos anos, 187 indivíduos são paradigmas tradicionais de liderança desafiadora para trazer mudanças positivas ao mundo: a vanguarda que chega para antecipar as necessidades do futuro e os novos comportamentos da força de trabalho.

A responsabilidade tem o tamanho do conhecimento e eles sabem disso. Como grande parte da tecnologia de 30 anos atrás tornou-se obsoleta, esses jovens estão provando que os estilos de liderança dessa época também ultrapassaram o respectivo prazo de validade. Gestão por medo, hierarquias rígidas, locais de trabalho dominados por homens brancos e pensamentos preconceituosos são cada vez mais anacrônicos nos tempos atuais.

A questão está em como reverter os excessos do capitalismo e evitar as loucuras do comunismo. Para um grupo de pesquisadores, os países emergentes serão os principais centros de transformação. Seguem a seguinte linha de raciocínio: em mercados já estabelecidos, é mais difícil mudar as diretrizes corporativas, pois o poder econômico pode desacelerar as mudanças ou mesmo levar inovadores a pagar pesadas multas. Já em novas nações, como Brasil e Índia, ainda há muito espaço para o desenvolvimento das empresas, o que tornaria a mudança para um modelo de gestão inovador mais fácil e rápido, a despeito de ideologias políticas retrógradas e totalitárias ou de fanatismos religiosos.

Esta geração de líderes difere em termos de gênero e nacionalidade, seu trabalho atravessa as divisões tradicionais entre os setores e eles adotam posturas criativas para problemas difíceis. Abordagens multidisciplinares, empáticas, multiculturais, pensamentos laterais e flexíveis, quebras de paradigmas e vontade de compartilhar conhecimento e riqueza. São leitores ávidos, com espírito crítico, vocabulário renovado, capazes de se expressar de outra maneira, de gerar soluções – não apenas para um mundo diferente, mas para este em que ainda vivemos. Os jovens líderes da classe de 2015 estão provando a importância de cinco pontos-chave para a condução da liderança:

1) Transparência radical: a tecnologia e a velocidade de comunicação têm aumentado a importância de cada um de nós. Os líderes no mundo de hoje percebem que tudo o que dizem, fazem e compartilham pode ser tornado público. Os autênticos vão brilhar nesta era e incentivar seus funcionários e organizações a viver e trabalhar com transparência e mente aberta. Cada vez mais, isso é importante especialmente na esfera governamental. A função do estado, os sistemas de governo, a relação entre governo e iniciativa privada, os sistemas financeiros e os sistemas legais terão de se adaptar mais rapidamente aos anseios da sociedade.

2) O poder de trocar: a sua organização está funcionando meramente como a soma de suas partes? Ou você está favorecendo um local de trabalho de apoio mútuo e troca para concretizar as ambições mais elevadas? Os líderes estão colocando essa filosofia em ação com as organizações, comunidades e redes em todo o mundo. Como harmonizar essas novas tendências ao atual capitalismo, que continua gerando milionários inovadores sem responsabilidade social?

3) Conflitos construtivos: desavenças chegam a romper sociedades. Quando tratada de forma construtiva, no entanto, a discordância também pode ser uma fonte de compreensão, empatia e novas soluções para questões desafiadoras. Como desenvolver times que utilizam o respeito à diversidade e que podem convergir inteligentemente tanto no intelecto quanto emocionalmente, priorizando a sustentabilidade?

4) Líderes trissetoriais: os desafios globais de hoje são complexos, interrelacionados e exigem a colaboração entre governo, empresas e sociedade civil, além de atravessarem as fronteiras culturais. Quase todos os Jovens Líderes Globais da turma de 2015 viveram, estudaram e trabalharam em diferentes países; muitos deles falam vários idiomas; e grande parte representa o tipo trissetorial necessário para resolver os problemas intratáveis do mundo.

5) Além da linha de atuação: bem-sucedidos em suas áreas de especialização, os novos lideres estão dedicados a fazer uma contribuição para a sociedade de forma mais ampla. Seja em setores privados ou públicos, acadêmicos ou midiáticos, eles se consideram os empreendedores “sociais em espírito”. O que justifica a inclusão da dimensão espiritual no assunto sustentabilidade.

Esses pontos não vão apenas mudar a cultura de trabalho dos dias de hoje, mas criar as bases para os próximos 30 anos. Muitas tecnologias certamente irão, mais uma vez, alterar o curso da história humana. Poderemos estar vivendo em outros planetas, com máquinas assumindo nossos postos de trabalho, e os avanços nos ajudando a lidar com os desafios climáticos. De todas as conjecturas, temos uma certeza: a liderança mais construtiva, inclusiva, que abraça a diversidade e a transparência, será essencial para criar o tipo de futuro que queremos e precisamos. E você, já começou a refletir sobre as alterações nos contratos de trabalho e sua carga tributária? Em como vai negociar com seus colaboradores sobre os projetos e a distribuição do tempo?

Boas reflexões!

*Fundador do CEOlab e professor associado da FDC
ronaldo.ramos@ceolab.net

Voltei da rua

Momento “love” da tropa com a população – 15 de março de 2015 (foto do Twitter)

Momento “love” da tropa com a população – 15 de março de 2015 (foto do Twitter)

Por Beia Carvalho*

Voltei do #VemPraRua com pelo menos 3 surpreendentes conclusões:

1. A classe A, em São Paulo, tem pelo menos 1 milhão de pessoas;
2. Os paulistas “coxinhas”, “creuset”, “varanda gastronômica” são a maioria nos 22 estados brasileiros e Distrito Federal;
3. Última mas não menos importante: o Brasil é o único país do mundo que leva às ruas apenas pessoas da classe A.

Comecei a subir, a pé, os 6 quarteirões que me separavam da Av. Paulista. No começo, uma turminha aqui, outra lá adiante. Há 3 quadras de distância, já éramos um grande bloco de amarelos e verdes, e algumas vuvuzelas. O passo foi ficando cada vez mais apressado. O coração começou a bater diferente. E deu aquela sensação de estar chegando no Maracanã pra ver o Fla-Flu ou de quando a gente dava de cara com o Estádio no Pacaembu, quando o Corinthians jogava. Todos no mesmo passo, cada vez mais acelerado. Agora, quase no centro do entretenimento-financeiro-cultural, parece um ensaio de orquestra. Pouco a pouco, entravam os sons de vuvuzelas, helicópteros, gritinhos histéricos e abafados de guerra.

Há 30 metros, já entrevendo o início da Paulista, as palavras de ordem destapam: “o povo acordooouu”, “fora Dilma”, “fora PT”, “pede pra sair”!

A “comissão de frente” é formada por 50 policiais perfilados ao longo daquele paredão lateral do Cine Belas Artes. E, barrando a entrada de carros para a avenida, carros da polícia com as luzes e sirenes ligadas e mais uns 50 oficiais, dispersos. O povo vai entrando e entrando no clima dos gritos, das fotos junto a faixas e cartazes que lhe representam, dos vídeos, das palavras de ordem.

Fui sem câmera, sem lenço nem documento. E, durante todo o tempo que participei da manifestação, só lamentei por um momento não ter a dita cuja. A cena estava ali, logo na segunda quadra: policiais de choque paramentados da cabeça aos pés, perfilados transversalmente à avenida. Até aí, nada demais. O bizarro foi ver todo o tipo de pessoas – jovens, pais com bebês de colo, velhos, grupos ou indivíduos – fazendo selfie bem juntinho à tropa de choque, e os policiais sorrindo e posando para as fotos. Muitos deles até saíram da posição de sentido. Le Brésil n’est pas un pays sérieux.

Paro no alto de um canteiro, quase na esquina da Paulista com a Augusta. Bela decisão. Do alto, via tudo. Olhando para trás, o fluxo constante de gente chegando da Rua da Consolação. À minha frente, o espetáculo. Vi, ao vivo, os números subindo de 200.000 pessoas, dados da Polícia Militar, para 1 milhão de manifestantes, dados de todo mundo: mídia e Polícia.

Interessante. Ao analisar este mar de gente branca, cheguei à uma triste conclusão: tenho um grave problema de visão. Vi gente de tudo quanto é cor. Ou não se fazem mais “classes As” como antigamente? A meu lado, 2 desdentados. Pois é, não está fácil pra ninguém! Pagar a conta do dentista bateu na classe A também.

Bem antes da TV começar a falar dos Carecas do Subúrbio e das prisões, identifiquei 2 “armários” do meu lado que se comunicavam por sinais, segurando algo irreconhecível num saco preto sob a jaqueta. Piquei a mula rapidinho. Logo depois, começaram as prisões e vi um dos carecas ao meu lado pela TV.

Também ouvi outras línguas, em especial espanhol e italiano. Muitas, mas muitas câmeras fotográficas e de vídeo. Nem dava pra contar a quantidade de celulares registrando tudo e todos. Tentei guardar na memória os dizeres das faixas. O que me lembro é de “Fora PT/Dilma”, “PT é a favor da ditatura da Venezuela” a palavras de ordem contra a OAB, preço do diesel, Petrolão, corrupção. Enfim. Democracia também no tipo de protesto. Não vi nenhuma bandeira partidária, nenhuma menção a Aécio.

Tive sorte de ter por perto 2 senhores, um argentino e o desdentado, que tinham descido no Paraíso e vindo pra esse lado da Augusta. Assim, obtive o registro do mundão de gente que estava pras bandas de lá, sem sair do meu “mirante”. Amedrontada com os carecas e ouvindo o som das buzinas dos Scania, que chegavam a mim, vindo do finalzinho-da-Rebouças-começo-da-Consolação, me dirigi para lá. WOW! Foi muito comovente!

À frente de uma fila de caminhões, 3 daqueles monstruosos Scania, que nunca vemos circulando na cidade, fechavam – como se alguém tivesse medido – a avenida de lado a lado. Uma suruba de buzinaço de caminhões com os gritos de “pede pra sair”. Na frente dos caminhões parados, um caldeirão de brasileiros de todas as cores e idades, uns com, outros sem dentes. De repente, os caminhoneiros deixaram a cabine e subiram no topo das carrocerias. E desfraldaram, lá de cima, as faixas dos manifestantes que estavam no solo e enormes bandeiras do Brasil. Foi muito bonito e emocionante. Nesse momento, também senti falta de minha câmera.

Hora de voltar. Cai uma chuvinha fininha que vira uma pancada. Volto. Domingo, 15 de março. Fiz minha caminhada até a Paulista. Vivi um momento histórico, não tenho a menor dúvida. Volto correndo, a chuva cai forte. A alma está lavada.

Sou bisneta de judeus, neta de árabes e filha de paraibano. No Brasil, sou branca. Na França, sou muçulmana. Nos Estados Unidos, judia. Eu sou paulistana, trabalhadora incansável, nasci no ano do 4º Centenário dessa cidade, que não pode parar. Orgulho!
Sou a Beia Carvalho, a favor de uma Visão de Esperança para este país. Não é possível criar filhos e netos numa nação em que seu líder máximo mente descarada e repetidamente.

Quem cria filhos, sabe como é difícil e exaustivo fazer as crianças entenderem que não podem mentir nem pegar coisas e brinquedos que não lhes pertencem. E a gente educa pelo exemplo. Não é possível que as atitudes dos governantes do Brasil sejam inversamente opostas àquelas que pregamos em nossos lares e que enaltecemos entre nossos amigos, nossas escolas, empresas e comunidades.

15 de março: um marco.

300.000 menções nas redes sociais em 12 horas: das 6h às 18h do dia 15 de março de 2015.

Parabéns, São Paulo!

*Palestrante futurista
beia@5now.com.br

Brasília, 15 de março de 2015 (foto do Twitter)

Brasília, 15 de março de 2015 (foto do Twitter)

Vamos arrumar essa canoa quebrada?

canoa-quebrada-pescadores

Por Beia Carvalho*

Os pescadores estão lá em Canoa Quebrada, no Ceará, desde 1650. Os hippies chegaram nos anos 1970, e os europeus, logo depois. Não sei precisar quando. A luz elétrica foi em 1994. O celular chegou antes do telefone fixo. O croissant antes do nosso “brasileiro” pão francês. De olhar, me parece que a maior colônia é a dos holandeses que, como sabemos, nunca desistiram desse pedacinho equatoriano do Brasil. Seguidos dos alemães, dinamarqueses, franceses, suíços, italianos, 1 cubano-da-Flórida e 2 americanos.

É uma cidade europeia. Daqueles europeus que desistiram do Velho-Bolorento-Continente. A melhor cidade brasileira para praticar o seu inglês, night & day, enquanto curte as suas férias.

Escorreguei falésia abaixo pela 1ª vez em julho de 1998. Me hospedei na dinamarquesa Pousada do Toby. No bar, sempre babilonicamente cheio, holandeses, suecos e todas as cidadanias que bebem séria e profissionalmente.

Pergunto a um holandês morador da cidade, casado com brasileira, por que escolheu viver por aquelas bandas. Sem introdução, responde: “Por 10 anos saí todos os dias do meu trabalho, parei no mesmo bar, sentei no mesmo lugar do balcão, tomei 2 cervejas, enquanto a meu lado sempre sentava o mesmo holandês. Nunca trocamos uma palavra. Um dia, vim de férias pra Canoa. Acordei de manhã e comecei a vagar pela Broadway e, em 5 minutos, todo mundo com quem cruzei me disse ‘Bom-dia!’. Não voltei mais pra Holanda.”

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Hoje, estou a 12 graus abaixo do Equador, na também paradisíaca Mata de São João. Diariamente, caminho bem cedinho pela praia. Cumprimento com um “bom-dia” todos com quem cruzo. Nada. Nem aquele aceno automático com a cabeça, nem um murmúrio incompreensível. Imaginei que, por sermos os madrugadores, teríamos um algo a mais em comum. O escore desses dias se resume a apenas 3 respostas de “bom-dia”. Um de pescador, e os outros 2, de turistas.

No final da tarde de 12 de julho de 1998, depois ter eliminado os holandeses e os dinamarqueses, o Brasil voltava ao campo, para a final da Copa do Mundo. Eu estava num bar de Canoa Quebrada chamado Todo Mundo. Éramos, então, os únicos tetracampeões mundiais. Perdemos de 3 a 0.

O capitão francês Didier Deschamps levantou a taça do 1º título da França em Copas do Mundo. Os poucos franceses de Canoa, os mesmos que serviam incríveis croissants em sua padaria, pagaram cerveja para todos, noite adentro.

Quase 20 anos depois, estamos sendo derrotados em vários campos.
E ampliando os escores: 7 x 1. Maus dias.

Como pais, avós, tios, vizinhos, chefes de departamentos, funcionários, empresários, como Cidadãos, vamos fazer a nossa parte na Educação deste país? Antes que não sobre mais nada autenticamente “brasileiro” pra gente se orgulhar, se satisfazer, apreciar, disseminar, circular, propagar, defender, lutar, guardar e, apaixonadamente, abraçar.

Voltei inúmeras vezes. Fiz muitos amigos do mundo. Tenha um bom dia!

*Palestrante futurista
beia@5now.com.br

Links:

Melhores momentos da Copa de 1998:

Jogo Completo da Copa de 1998:

O gol de Ronaldo que nos levou à final da Copa de 1998:

Post sobre Canoa Quebrada de 2009:
http://www.5now.com.br/a-banda-e-a-bunda

Mais fotos de pescadores de Canoa Quebrada, fotógrafo Paul Lima.
http://www.paullima.us/#!people/cjg9
Paul Lima é um dos 2 americanos citados no artigo acima e responsável pela ONG Endangered Coast:
http://www.endangeredcoast.org/

Reinvente-se, você pode!

Foto de Ronaldo Ramos

Por Maria do Carmo Tombesi Guedes Marini*

Chegou aquele momento em que você cansou do que faz, decidiu que é hora de investir em qualidade de vida, mais tempo dedicado à família, saúde e lazer; fazer coisas que lhe tragam prazer. Quem sabe é o tempo da sua aposentadoria, com o qual você sonhou, fantasiou pescarias, viagens, acordar muito tarde, ler todos os livros da livraria.

Nos primeiros dias, talvez meses, essa nova “não rotina” poderá ser muito atraente. Mas a maioria das pessoas que conheço, em um tempo menor que o esperado, acaba sentindo uma insatisfação e até uma ansiedade difícil de definir, apesar de ser quase palpável.

Acostumado como está a ter milhares de atividades e responsabilidades, circular de um lado a outro com diversas pessoas, participar de grandes decisões, você descobrirá que precisa de mais movimento. O ócio total pode ser um peso descomunal. Então, meu amigo, é hora de buscar outras alternativas de trabalho que lhe permitam viver aquilo que sonhou, sem tirar o pé da realidade.

Procurar uma nova carreira, na qual sua dedicação possa ser grande, sem exigir que você trabalhe durante tantas horas ou, mesmo que trabalhe bastante, algo que realmente lhe dê prazer é uma boa solução. Sabe como é, quem se diverte trabalhando não se cansa nem se estressa tanto. Enfim, essa é a hora de se reinventar, portanto, encontre uma ocupação que lhe traga mais benefícios.

Primeiro você deve pensar no que gostaria de fazer, onde realmente poderia usar sua energia de forma produtiva. Obviamente, você precisará ter algum preparo para desempenhar seu novo papel. Vai ser mais difícil ser chef de um restaurante se você nunca passou perto de uma cozinha, certo? Mas não é impossível.

Pesquise sobre suas áreas de interesse, se puder faça até uma espécie de estágio num trabalho semelhante ao que busca. Enfim, descubra o que lhe falta de formação ou habilidades para que possa desempenhar bem sua nova função. Se precisar de capacitação, não hesite, vá buscá-la, pois ganhará autoconfiança.

Obviamente você precisará construir um discurso que inclua seu passado na sua nova escolha, ou seja, mostre que sua carreira anterior não foi um erro. E que a próxima é consequência das experiências que sua vida profissional lhe trouxe. Tenha convicção e certeza de que, ao começar seu novo trabalho, as pessoas consigam ver coerência entre o que você fazia e o que está fazendo. Voltando ao exemplo do chef, você pode demonstrar que sempre se interessou por cozinha, começou a cozinhar para os amigos e descobriu muito prazer nisso, de forma que sua mudança de profissão foi o resultado de um processo que vinha se desenvolvendo gradativamente.

Atualize todos os contatos da sua rede de pessoas conhecidas, apresentando seu novo papel. É interessante fazer uma lista daqueles que poderão ser úteis na sua nova profissão e enviar e-mails contando sobre sua “reinvenção”. Evite e-mails coletivos, é melhor gastar um tempinho maior e fazer mensagens individuais, que permitem pedir conselhos, recomendações e apresentações. Se puder, envolva-se em projetos que tenham relação com a sua nova área, mesmo que, no início, não sejam muito lucrativos, pois é uma forma de expor suas habilidades e fazer contatos.

Uma grande ajuda pode vir de artigos em jornais e revistas, palpites em discussões na Internet, palestras em seminários ou encontros da área. Lembre-se que você precisa mostrar seu valor e sua capacidade para ser conhecido novamente. Certamente, aquelas qualidades pessoais que o destacaram na profissão anterior serão lembradas e somarão pontos positivos ao seu novo “eu”. Insista em mostrá-las, porque podem ser a chave para portas importantes.

Tenha certeza de que você é um entre muitos. As pessoas têm buscado a felicidade com mais determinação. Ser feliz está na moda!

*Consultora de Carreira e Coach
carmo@navitasconsult.com.br

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