Colapso Mental? Sobrecarga de Informações tem Solução

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Por Maria do Carmo Tombesi Guedes Marini*

Há um tempo atrás, encontrei um estudo muito interessante sobre as habilidades exigidas para navegar confortavelmente no futuro (2020 skills IFTF). Todas extremamente relevantes e já falei sobre algumas aqui. Uma delas, particularmente, me chamou a atenção: a necessidade de ser capaz de “selecionar” a busca de conhecimento de forma a não se perder na imensidão de informações a que a atualidade despeja sobre nossas cabeças a cada instante.

Provavelmente porque sou a rainha de “viajar” na busca, decidi ir atrás de mais. Foi quando cheguei ao conceito de “curadoria do conhecimento”. Descobri a forma de auxiliar a mim mesma e aos outros a evitar uma sobrecarga cognitiva que pode me levar a uma incapacidade de processar adequadamente as informações.

Curadoria
“Curadoria”, para quem não tem familiaridade com o termo, é o processo de encontrar, filtrar e compartilhar um conteúdo relevante e útil para o um público-alvo de sua escolha. Pode ser executada na arte, em conteúdo, tendências, moda, enfim. O compartilhamento pode ser feito de diversas maneiras, simplesmente via Internet ou redes sociais através links e conteúdo incorporado, ou de uma forma mais elaborada, acrescido de análises e comentários específicos.

Encontrei uma empresa brasileira trabalhando com o conceito, a Inesplorato, que ofereceu um curso, entre janeiro e março desse ano, para disseminar sua metodologia de trabalho e lá fui eu estudar um pouco mais. Como meu tempo no Brasil era curto – nos últimos tempos vivo entre São Paulo e Roma -, possivelmente não consegui chegar ao melhor resultado. Não sou ainda realmente um curador de conhecimento como aqueles da Inesplorato mas, mesmo assim, tive um grande aprendizado, que vai me permitir evoluir e compartilhar as habilidades inerentes à especialidade.

Curadoria de Conhecimento
Curadoria de conhecimento aparentemente é um conceito fácil de entender, mas vocês não imaginam a complexidade envolvida na execução, quando se decide fazer isso para outra pessoa ou alguma empresa.

Para começar, requer ética, comprometimento, pensamento estratégico, um esforço enorme e o mais precioso dos recursos, o tempo. Você precisa estar aberto a pensar fora da caixa, sair de sua zona de conforto e não ter medo de desagradar a pessoa que lhe solicitou o trabalho. Além disso, você deve ser capaz de organizar as informações de forma atraente, que desperte a curiosidade e a vontade do outro ir cada vez mais fundo. E, não se faz um bom trabalho sozinho, precisa ter parceiros que movam você em diversas direções e o ajudem a ser mais e mais interessante e instigante.

O objetivo principal da curadoria é reduzir o tempo e a distância entre as pessoas e aquele conteúdo realmente relevante, que pode trazer transformação. E aí está a maior complexidade da questão: o que é transformador? Você não está ali para agradar, para concordar com aquilo que mantém a pessoa confortável. Você está ali para ajudá-la a abrir-se para novos pensamentos, ideias e realidades que a ajudarão a ir em frente, crescer, ser melhor.

E então?
Mesmo quando seu “cliente” é você mesmo, todas as demandas do trabalho são exigidas. A “autocuradoria”, se é que existe, para mim é o começo de tudo. Estou testando esse conceito, usando metodologias aprendidas no curso, adaptando-as à minha ação solitária. Pelo menos, já descobri que posso ser um pouco mais organizada nas minhas buscas. Vai ser transformador? Não sei. Quando souber, conto para vocês.

Maria do Carmo Tombesi Guedes Marini
*Consultora de Desenvolvimento de Pessoas e Coach
carmo@executivasechiques.com

Hora de pensar em movimentos na carreira

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Por Maria do Carmo Tombesi Guedes Marini*

A economia está dando sinais positivos mesmo que ainda pequenos. Você, que ficou insatisfeito, mas meio paralisado no seu emprego, com medo de perder e ficar sem alternativas, tem agora um momento de alívio e pode pensar melhor no que quer e pode fazer.

Possivelmente seus planos contemplam um crescimento, mudança de função, ou mesmo de empresa. Ou talvez você esteja pensando apenas em sentir-se mais feliz com o que faz, mais realizado. Pode ser mesmo que descobriu que precisa integrar melhor sua vida pessoal com a profissional, estar mais presente para sua família ou para seus sonhos.

Independente da razão que está mobilizando você no momento, você é responsável para fazer as mudanças que sua vida está pedindo. Se não levantar da cadeira e começar a agir, dificilmente alguém vai cuidar de suas questões. Então, comece a fazer as perguntas certas para você mesmo.

Quem sou eu?
No que eu sou bom?
O que me traz satisfação?
O que o mercado precisa e eu posso oferecer?

Se precisar de ajuda, busque. Muitas vezes obtém-se mais clareza quando pensamos com alguém mais, especialmente se for uma pessoa especializada e séria. No entanto, se você apenas obtiver as respostas a essas perguntas, verá que elas poderão ajudá-lo a melhorar seu desempenho, ampliar os resultados positivos que você possa atingir e levá-lo com mais facilidade a um momento de maior realização.

Maria do Carmo Tombesi Guedes Marini
*Consultora de Desenvolvimento de Pessoas e Coach
carmo@executivasechiques.com

Quem disse que CEOs não enfrentam dilemas?

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Por Paulo Henrique Ferro*

Estar na posição de CEO ou de empreendedor, não é tarefa fácil.
A complexidade de seu papel e a capacidade de influenciar as variáveis internas e externas de uma organização, exigem uma visão mais ampla de suas atribuições.

Estar no comando confere aos executivos o poder para influenciar a resolução dos problemas da organização. No entanto, administrar a multiplicidade de cenários e as aparentes contradições na tomada de decisão, requer velocidade e pensamento estruturado.

De fato, organizar e adequar as ideias parece óbvio, mas a dinâmica do cotidiano não é tão simples assim. A agenda e o ritmo intensos podem privar o executivo de reflexões mais elaboradas além de levar ao característico isolamento da posição. Por outro lado, os limites inerentes ao tempo e ao conhecimento dos executivos, significa que há a necessidade de influenciar as equipes por meio do contato indireto, com o apoio da estratégia adotada e dos processos organizacionais eficazes.

Um estudo da Harvard Business School, publicado em julho/agosto deste ano, mapeou a agenda de 27 CEOs de grandes companhias americanas durante três meses. Conduzido pelo professor , Michael Porter, e pelo reitor , Nitin Norhia, o estudo aborda a gestão do tempo e propõe seis dimensões que indicam como os executivos exercem influência.

Segundo os autores, gerenciar o tempo e as agendas representa uma das características mais importantes das responsabilidades de um executivo nas suas atribuições: estabelecer equipes de confiança e delegar tarefas. Em contrapartida, os dilemas sobre algo que pode ser feito ou pensado de forma diferente nessas dimensões, continuam presentes. E a pergunta é: como analisar e fazer a melhor escolha?

O estudo apontou que 61% dos entrevistados revelaram que gastam mais tempo no contato direto com as equipes. Essa interação permite ao executivo exercer influência e aprender o que realmente está acontecendo, para delegar e agilizar suas agendas. Ainda assim, os dados sobre o uso do tempo revelaram que executivos precisam aprender a gerenciar melhor a sua influência direta e indireta.

O estudo aponta que os executivos exercem influência baseando-se nas seis dimensões: Direta X Indireta (decisões e prioridade);
Interno X Externo (equipe e apoio); Proativa X Reativa (visão e propósito); Alavancagem X Restrições (influência e recursos); Tangível X Simbólico (decisão e valor) e Poder X Legitimidade (autoridade e resultado).

Ao examinar o papel do CEO foi identificado que cada uma das seis dimensões, envolvem uma dualidade – uma aparente contradição a que os autores se assemelham ao yin e ao yang – que eles devem gerenciar conjuntamente para serem eficazes.

Acessar esses domínios e ter consciência do que está em jogo, é um passo importante e um avanço na carreira de um CEO. Um pensar sólido depende não só da formação e experiência, mas do seu modo de agir.

Para treinadores e mentores, as dimensões propostas no estudo fornecem uma estrutura útil para analisar como os líderes gerenciam seu tempo.
No entanto, o principal benefício de estar atento à essas questões é o aumento da consciência. Isto, por sua vez, pode levar a melhores decisões sobre o uso do tempo e influência.

Por fim, orquestrar toda essa complexidade é uma tarefa que pode contar com o apoio de mentores como sounding partners, ou como alguém que agrega valor por meio de suas experiências e conhecimentos.

Nas próximas edições voltaremos nosso olhar para cada uma das seis dimensões.
Até a próxima!

Paulo Henrique Ferro
*Mentor, Coach, Mediador Organizacional e Consultor em DO no CEOlab.
paulo.ferro@ceolab.net

Criatividade, empatia e coragem são as habilidades do futuro – Parte III

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Por Maria do Carmo Tombesi Guedes Marini*

Fechando o ciclo das habilidades essenciais do futuro, que tal falarmos de coragem? Afinal, o que é coragem e por que é uma habilidade importante?

Coragem é a capacidade de agir apesar do medo, do temor da intimidação e da dificuldade em reconhecer o erro. É necessária para pessoas que precisam ir em frente, para aquelas que precisam tomar decisões – e quem não precisa, mas especialmente para aquelas que devem conduzir pessoas na busca de um objetivo comum.

Coragem é o início de tudo, pois é a base o que faz e fará a diferença nos anos que virão. Se você pensar na inovação, que envolve a criação de idéias inovadoras, precisa lembrar que essas ideias normalmente desafiam a tradição. Para desafiar a tradição, é necessário coragem.

A liderança exige tomadas de decisão muitas vezes duras, que contrariam outras pessoas. A liderança exige coragem. Reconhecer o erro, corrigir, recomeçar, tudo isso exige coragem e, se você não for capaz de fazer essas três coisas, possivelmente não terá flexibilidade.

E a boa notícia é que, apesar de ser contrário à crença popular, a coragem é uma habilidade que pode ser aprendida, resgatada, exercitada, reforçada. Todos têm a capacidade de ser corajosos, a diferença está apenas na forma com que a manifestam.

Você pode ser aquele corajoso que tem iniciativa, sem medo de fazer tentativas, mesmo que muitas sejam frustrantes. Você é o tal pioneiro corajoso!

Ou você pode ser aquele que deposita confiança nos outros, sem a necessidade de controlar todas as situações, sem sentir-se incerto quando a iniciativa não é sua. Ah, você é o corajoso confiante e seguro.

E você pode ser aquele que é capaz de se levantar no meio de uma multidão ou de um grupo e dizer não àquelas ideias nas quais não acredita, àquelas ações que podem prejudicar um grupo ou mesmo uma única pessoa. Então você é o corajoso herói, defensor de causas nas quais acredita.

Enfim, coragem tem diversas faces, basta você ser capaz de reconhecê-las. Se você for capaz de saber o que o está limitando, será mais fácil encontrar a coragem para enfrentar.

O medo é um dos melhores convites à coragem, basta aceitar o medo que o paralisa e resolver superá-lo. Pequenos medos podem ser enfrentados para exercitar sua coragem e, quando você menos espera estará enfrentando monstros. Analise seus medos e ache aqueles pontos mais fracos de cada situação e vá enfrentá-las.

Comece sendo sincero com você mesmo a respeito de seus medos, não invente desculpas para escondê-los, nem para você nem para os outros. Se você conseguir pensar no que pode ganhar sendo corajoso em vez do que pode perder continuando com medo, certamente terá mais motivação para enfrentar.

Lembre-se que ser corajoso não é fazer tudo sem pensar. Ser corajoso implica em avaliar as reais consequências das decisões, ponderá-las de acordo com as próprias prioridades e com aquilo que estamos dispostos a perder para ganhar. Muito importante, também é avaliar os efeitos dessas decisões sobre as pessoas que nos rodeiam.

Todos ganham com pessoas corajosas por perto. Com menos medo e mais coragem, os profissionais são capazes de assumir projetos mais complexos, lidam melhor com a mudança e falam com mais segurança sobre questões importantes ou conflituosas. Profissionais corajosos tentam mais, confiam mais e compartilham mais ideias e experiências. Coragem, cada vez mais, é uma habilidade fundamental para enfrentar o futuro.

Maria do Carmo Tombesi Guedes Marini
*Consultora de Desenvolvimento de Pessoas e Coach
carmo@executivasechiques.com

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