Programa de mentoria: quais são as técnicas utilizadas pelo mentor?

Programa de mentoria: quais são as técnicas utilizadas pelo mentor?

As técnicas utilizadas pelo mentor são fundamentais para o sucesso de um programa de mentoria. Mais do que oferecer respostas prontas, o mentor conduz o processo por meio de perguntas estratégicas, escuta ativa e compreensão profunda das necessidades do mentorado.

Segundo Paulo Ferro, mentor e consultor sênior do CEOlab, “as perguntas dão a base para o trabalho. Há um cuidado muito grande em como o mentor pergunta”. Além disso, a fase inicial é decisiva: “A primeira fase é fundamental. Sem ela, é difícil seguir. Essa etapa de exploração mapeia as demandas e indica por onde o programa de mentoria vai caminhar”.

Confira abaixo a segunda parte da entrevista. Clique aqui para ler a primeira parte da entrevista.

Quais são as técnicas utilizadas pelo mentor para que o trabalho de mentoria seja bem-sucedido?

Programa de mentoria: quais são as técnicas utilizadas pelo mentor?

Compreensão da dor do mentorado

Paulo Ferro: O início do processo se dá com uma boa conversa sobre qual é a dor do mentorado. Quem procura mentoria almeja respostas para suas perguntas. Nem sempre a resposta direta é aquilo que o mentor faz. Seu trabalho é provocar a reflexão para que o mentorado encontre alternativas ou opções.

Fase exploratória e uso de perguntas abertas

Paulo Ferro: O primeiro passo é a exploração cuidadosa do contexto, a fim de descobrir os motivos pelos quais levaram o profissional à mentoria. As perguntas dão a base para o trabalho. Há um cuidado muito grande em como o mentor pergunta. Pergunta fechada tem pouco potencial, pouco poder, já que as respostas são objetivas. Precisamos de perguntas abertas, que dão insumos para nosso trabalho. A primeira fase, a de exploração, é fundamental porque mapeia as demandas e indica por onde o programa de mentoria vai caminhar. Sem ela, é difícil seguir.

Conversa empática e definição de agenda

Paulo Ferro: A segunda etapa do processo é a conversa. Com base nesse mapa fornecido pela fase exploratória, mentor e mentorado chegam a um acordo sobre a agenda de temas. Importante observar que as conversas não se resumem a exposições por parte do mentor de uma experiência de vida ou de uma convicção. Elas buscam a todo momento a empatia, com foco na necessidade do mentorado. Por isso, a importância da primeira fase, a exploratória, que permite o entendimento real das necessidades do mentorado. Temos que entregar aquilo que o mentorado necessita, e não simplesmente aquilo que conhecemos.

Empatia e abordagem multidisciplinar

Paulo Ferro: Por fim, ainda como parte das técnicas utilizadas pelo mentor, temos a preocupação de atender a essa necessidade, que pode estar relacionada com a habilidade multidisciplinar sobre a qual comentei anteriormente. A necessidade pode representar um campo do conhecimento nebuloso para o mentorado. O mentor deve estar preparado para navegar em torno dessas questões. A conversa empática tem relação com isso. A empatia é quando eu entendo a necessidade do outro e vou em busca de atender à sua necessidade.

O papel das perguntas no autoconhecimento

Paulo Ferro: Não só na fase de exploração como também na de conversa empática, a pergunta é um fator-chave porque mobiliza o mentorado a pensar, a refletir e a se conduzir dentro da questão, da busca do autoconhecimento.

O que o mentorado deve fazer para aproveitar o programa de mentoria? Quais atitudes são esperadas dele?

Verificar a química e construir confiança

Paulo Ferro: Em primeiro lugar, já na primeira sessão, mentor e mentorado devem verificar se existe química entre eles. Muitas vezes, personalidades diferentes atrapalham esse relacionamento. A primeira conversa é importante para verificar se vão conseguir abrir esse canal de comunicação, que precisa ser livre, sincero e seguro.

Priorizar a mentoria e comunicar com clareza

Paulo Ferro: É imprescindível que o mentorado coloque a mentoria em lugar de destaque na sua agenda. O mentorado deve se sentir à vontade para falar sobre aquilo que desejar. Também é importante que exponha com clareza aquilo que quer – a questão ou o tema. Claro que o mentorado terá descobertas ao longo do processo. Pode ser que tudo aquilo exposto no início mude completamente depois, mas deve haver sempre um ponto de partida.

Aplicar insights na prática

Paulo Ferro: Destaque por fim para a importância do insight, que tem muito poder quando vem à mente. Caso o insight não seja transformado rapidamente em algo concreto, ele perde essa força inicial e pode sumir entre os pensamentos. É gratificante para o mentor ver seu mentorado aplicando insights no dia a dia. O lema deve ser o seguinte: refletir, experimentar e checar/mensurar no dia a dia para discutir depois os resultados na sessão de mentoria.

Conclusão o processo e as técnicas de mentoria

Como destacou Paulo Ferro ao longo desta entrevista, as técnicas utilizadas pelo mentor se concentram na condução por meio de perguntas, na escuta empática e em uma exploração cuidadosa das reais necessidades do mentorado. Não se trata de oferecer respostas prontas, mas de provocar reflexão, gerar clareza e apoiar a construção de caminhos consistentes. Ao mesmo tempo, o sucesso do processo depende do comprometimento do mentorado em se abrir, refletir e aplicar os insights no dia a dia.

Se você busca um programa de mentoria estruturado, com profundidade e foco em resultados reais, entre em contato com o CEOlab e conheça como a mentoria pode transformar sua trajetória profissional e os resultados da sua empresa.

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